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Pain chronification after total joint arthroplasty: psychological and psychophysical predictors
| Summary: | As artroplastias, ou próteses totais, de joelho e anca (PTJ/PTA) são cirurgias ortopédicas que pretendem melhorar a dor e incapacidade devidas à osteoartrose grave. Geralmente alcançam bons resultados, mas podem causar dor aguda pós-cirúrgica (DAPC) intensa e/ ou dor crónica pós-cirúrgica (DCPC). Têm sido analisados diferentes fatores de risco de dor pós-cirúrgica após artroplastia (e.g., sociodemográficos, clínicos, psicológicos, psicofísicos), mas os resultados são inconsistentes e a sua utilidade clínica ainda não está bem estabelecida. O objetivo desta tese foi analisar preditores psicológicos e psicofísicos da cronificação da dor após artroplastia total de joelho e anca. Assim, foram realizados cinco estudos que exploraram a associação entre características pré-cirúrgicas de pacientes, com a dor e com outras variáveis, no período agudo pós cirúrgico (Estudos 1, 2 & 3) e em diferentes momentos de follow-up (Estudos 1, 3, 4 & 5). Foi recrutada uma amostra consecutiva de pacientes agendados para PTJ ou PTA, avaliados antes da cirurgia, 48 horas, 3, 6 e 12 meses pós-cirurgia. A avaliação incluiu variáveis sociodemográficas, clínicas, relacionadas com a dor, incapacidade funcional, qualidade-de-vida, psicológicas e psicofísicas (quantitative sensory testing, QST). Os resultados mostraram que DAPC mais intensa foi predita por dor pré-cirúrgica e ansiedade pré-cirúrgica mais intensas (Estudo 2), e associou-se a medidas de QST (Estudo 1), nomeadamente a uma modulação condicionada da dor menos eficaz (Estudo 3). A intensidade da dor aos 3 meses foi predita por variáveis clínicas (dor pré-cirúrgica mais longa, PTJ vs. PTA e maior DAPC), mas também foi revelada uma associação univariada com o sexo e com a modulação condicionada da dor (Estudo 3). Além disso, as medidas de QST de modulação condicionada da dor e rácio de wind-up foram preditoras de dor pós-cirúrgica, com um papel moderador do sexo (Estudo 3). Aos 6 meses, piores resultados de dor/ incapacidade funcional/ interferência da dor foram preditos por maior ansiedade pré-cirúrgica e DAPC (Estudo 4). Aos 12 meses, pacientes submetidos a PTJ ou PTA mostraram melhorias significativas, mas uma percentagem relevante (30.4%) tinha DCPC. DCPC mais intensa neste momento foi predita pelo sexo (mulher), dor pré-cirúrgica mais longa, e ansiedade pré-cirúrgica e DAPC mais intensas (Estudo 5). Em conclusão, a ansiedade pré-cirúrgica e a DAPC revelaram-se os preditores mais relevantes para dor crónica e os estudos apontaram ainda para diferenças relevantes entre PTJ e PTA que devem ser melhor exploradas. A DCPC é um problema relevante para os sistemas de saúde e deve ser dada atenção à sua prevenção. Considerar especificamente os seus fatores de risco poderá ajudar a informar intervenções preventivas personalizadas e a melhorar o controlo da dor no período pós-cirúrgico. |
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| Main Authors: | Paredes, Ana Cristina Marques |
| Subject: | Dor crónica pós-cirúrgica Fatores psicológicos Preditores Prótese total Sensibilidade à dor Chronic postsurgical pain Pain sensitivity Total arthroplasty Predictors Psychological factors |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | English |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | As artroplastias, ou próteses totais, de joelho e anca (PTJ/PTA) são cirurgias ortopédicas que pretendem melhorar a dor e incapacidade devidas à osteoartrose grave. Geralmente alcançam bons resultados, mas podem causar dor aguda pós-cirúrgica (DAPC) intensa e/ ou dor crónica pós-cirúrgica (DCPC). Têm sido analisados diferentes fatores de risco de dor pós-cirúrgica após artroplastia (e.g., sociodemográficos, clínicos, psicológicos, psicofísicos), mas os resultados são inconsistentes e a sua utilidade clínica ainda não está bem estabelecida. O objetivo desta tese foi analisar preditores psicológicos e psicofísicos da cronificação da dor após artroplastia total de joelho e anca. Assim, foram realizados cinco estudos que exploraram a associação entre características pré-cirúrgicas de pacientes, com a dor e com outras variáveis, no período agudo pós cirúrgico (Estudos 1, 2 & 3) e em diferentes momentos de follow-up (Estudos 1, 3, 4 & 5). Foi recrutada uma amostra consecutiva de pacientes agendados para PTJ ou PTA, avaliados antes da cirurgia, 48 horas, 3, 6 e 12 meses pós-cirurgia. A avaliação incluiu variáveis sociodemográficas, clínicas, relacionadas com a dor, incapacidade funcional, qualidade-de-vida, psicológicas e psicofísicas (quantitative sensory testing, QST). Os resultados mostraram que DAPC mais intensa foi predita por dor pré-cirúrgica e ansiedade pré-cirúrgica mais intensas (Estudo 2), e associou-se a medidas de QST (Estudo 1), nomeadamente a uma modulação condicionada da dor menos eficaz (Estudo 3). A intensidade da dor aos 3 meses foi predita por variáveis clínicas (dor pré-cirúrgica mais longa, PTJ vs. PTA e maior DAPC), mas também foi revelada uma associação univariada com o sexo e com a modulação condicionada da dor (Estudo 3). Além disso, as medidas de QST de modulação condicionada da dor e rácio de wind-up foram preditoras de dor pós-cirúrgica, com um papel moderador do sexo (Estudo 3). Aos 6 meses, piores resultados de dor/ incapacidade funcional/ interferência da dor foram preditos por maior ansiedade pré-cirúrgica e DAPC (Estudo 4). Aos 12 meses, pacientes submetidos a PTJ ou PTA mostraram melhorias significativas, mas uma percentagem relevante (30.4%) tinha DCPC. DCPC mais intensa neste momento foi predita pelo sexo (mulher), dor pré-cirúrgica mais longa, e ansiedade pré-cirúrgica e DAPC mais intensas (Estudo 5). Em conclusão, a ansiedade pré-cirúrgica e a DAPC revelaram-se os preditores mais relevantes para dor crónica e os estudos apontaram ainda para diferenças relevantes entre PTJ e PTA que devem ser melhor exploradas. A DCPC é um problema relevante para os sistemas de saúde e deve ser dada atenção à sua prevenção. Considerar especificamente os seus fatores de risco poderá ajudar a informar intervenções preventivas personalizadas e a melhorar o controlo da dor no período pós-cirúrgico. |
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