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Desenvolvimento de processos de coloração sustentáveis baseados na aplicação de corantes de origem natural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A produção anual de corantes sintéticos ronda as 70000 toneladas, para uma variedade de cerca de 10000 corantes disponíveis no mercado. Estes são dados preocupantes face a todas as consequências causadas pelo impacto destes produtos no ambiente e na saúde humana. Assim, a procura de corantes naturais tem aumentado para substituírem corantes convencionais, no sentido de se desenvolverem alternativas de tingimento mais sustentáveis. Neste trabalho foram explorados corantes naturais, assim como os seus processos de aplicação em tingimento e estamparia. Para isso estudou-se a aplicação do corante vegetal Leafy Green (Aquitex, Portugal) no tingimento e na estamparia e a aplicação dos corantes minerais Pericolor ECO Apricot I (Dr. Petry, Alemanha) e Aquimin (Aquitex, Portugal) no tingimento e na estamparia, respetivamente, em materiais celulósicos. O processo que obteve os melhores resultados de solidez de forma geral foi o que consistiu num pré-tratamento com um agente catiónico. Apesar de apresentarem níveis de solidez à luz e à fricção a húmido de 1/2 e 3, respetivamente, os restantes parâmetros variaram entre valores de 4 e 5. O processo que implicou a aplicação de um mordente de origem natural obteve resultados razoáveis na maioria dos parâmetros de solidez avaliados, no entanto apresentou uma grande alteração de cor. O mesmo problema foi detetado nos processos que dependiam da aplicação de sulfato de ferro (II) como mordente. No que diz respeito à aplicação dos corantes por estamparia, os melhores resultados obtiveram se com a aplicação de uma pasta habitualmente aplicada em pigmentos. Os estampados apresentaram nível 4 na solidez à luz e nível 5 nos restantes testes de solidez avaliados, sem qualquer variação de cor. Explorou-se a aplicação do corante natural de extrato de café da Caffe Inc., combinando diferentes etapas de processo e formulações de aplicação, organizados em cinco processos de tingimento e cinco receitas de estamparia. Os melhores resultados foram obtidos com um processo de pré tratamento com plasma e um agente catiónico seguido de tingimento e posterior tratamento antioxidante. De facto, a cationização revelou-se obrigatória para se conseguirem obter materiais corados com os níveis de solidez requeridos.
Autores principais:Gomes, Fátima Micaela Machado
Assunto:Corantes naturais Tingimento Estamparia Tratamento plasmático Natural dyes Textile dyeing Printing Plasma treatment
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A produção anual de corantes sintéticos ronda as 70000 toneladas, para uma variedade de cerca de 10000 corantes disponíveis no mercado. Estes são dados preocupantes face a todas as consequências causadas pelo impacto destes produtos no ambiente e na saúde humana. Assim, a procura de corantes naturais tem aumentado para substituírem corantes convencionais, no sentido de se desenvolverem alternativas de tingimento mais sustentáveis. Neste trabalho foram explorados corantes naturais, assim como os seus processos de aplicação em tingimento e estamparia. Para isso estudou-se a aplicação do corante vegetal Leafy Green (Aquitex, Portugal) no tingimento e na estamparia e a aplicação dos corantes minerais Pericolor ECO Apricot I (Dr. Petry, Alemanha) e Aquimin (Aquitex, Portugal) no tingimento e na estamparia, respetivamente, em materiais celulósicos. O processo que obteve os melhores resultados de solidez de forma geral foi o que consistiu num pré-tratamento com um agente catiónico. Apesar de apresentarem níveis de solidez à luz e à fricção a húmido de 1/2 e 3, respetivamente, os restantes parâmetros variaram entre valores de 4 e 5. O processo que implicou a aplicação de um mordente de origem natural obteve resultados razoáveis na maioria dos parâmetros de solidez avaliados, no entanto apresentou uma grande alteração de cor. O mesmo problema foi detetado nos processos que dependiam da aplicação de sulfato de ferro (II) como mordente. No que diz respeito à aplicação dos corantes por estamparia, os melhores resultados obtiveram se com a aplicação de uma pasta habitualmente aplicada em pigmentos. Os estampados apresentaram nível 4 na solidez à luz e nível 5 nos restantes testes de solidez avaliados, sem qualquer variação de cor. Explorou-se a aplicação do corante natural de extrato de café da Caffe Inc., combinando diferentes etapas de processo e formulações de aplicação, organizados em cinco processos de tingimento e cinco receitas de estamparia. Os melhores resultados foram obtidos com um processo de pré tratamento com plasma e um agente catiónico seguido de tingimento e posterior tratamento antioxidante. De facto, a cationização revelou-se obrigatória para se conseguirem obter materiais corados com os níveis de solidez requeridos.