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Labour market institutions and productivity

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Resumo:Esta tese estuda vários aspetos da Economia Portuguesa, com a exceção de um capítulo onde a análise é alargada a mais do que um país. Concretamente, esta tese estuda o salário mínimo, desigualdade, produtividade, qualidade do emprego e colaborações entre Universidade-Indústria. No primeiro capítulo, fazemos uma avaliação econométrica do impacto da política nacional de salário mínimo no emprego e lucros das empresas. Os resultados sugerem que os aumentos do salário mínimo reduziram o crescimento do emprego e os lucros das empresas, em particular, para empresas numa situação financeira mais vulnerável. Para além disso, os aumentos do salário mínimo aceleram a saída de empresas da economia, novamente com um efeito mais acentuado para as empresas numa situação financeira mais vulnerável. De acordo com estes resultados, as políticas de salário mínimo podem ter tido um efeito no lado da oferta através do aumento da saída de empresas com baixa rentabilidade e produtividade, e dessa forma, contribuindo para um aumento da produtividade agregada. O segundo capítulo usa héterogeneidade regional da incidência de salário mínimo nas ocupações, mostrando que as políticas de salário mínimo diminuíram significativamente a desigualdade no par região/ocupação, particularmente em pares de regiões/ocupações mais expostos ao salário mínimo. Para além disso, este efeito é mais pronunciado quanto menor a diferença entre o salário mínimo e o mediano. Finalmente, encontramos diferenças de efeitos do salário mínimo na desigualdade entre regiões, havendo um efeito maior nas regiões de menor rendimento. No terceiro capítulo, é avaliado o papel das circunstâncias económicas na alocação eficiente dos recursos e crescimento da produtividade. Concluímos que o impacto da entrada e saída de empresas é mediado pelo nível de concentração do mercado, pela flexibilidade do mercado de trabalho e pela alocação eficiente do crédito. Os resultados mostram que o impacto da entrada de novas empresas na alocação dos recursos depende do nível da flexibilidade do mercado de trabalho, da concentração do mercado e da incidência de empresas numa situação financeira vulnerável. O impacto da entrada e saída de empresas na produtividade é também mediado por estas três medidas de circunstância económica. O quarto capítulo analisa a qualidade e inclusividade do emprego em empresas novas. A qualidade do emprego é mensurada em termos de salários, com uma análise adicional na segurança do emprego. A inclusividade é avaliada através da qualidade do emprego nos grupos desfavorecidos no mercado de trabalho, a saber mulheres e estrangeiros. Os resultados mostram que a qualidade do emprego em empresas novas é similar ao das empresas mais antigas. As diferenças médias de salários observadas são quase totalmente explicadas pelas características dos trabalhadores e pela composição sectorial. Contudo, existem diferenças a nível de inclusividade. A diferença salarial entre homens e mulheres é mais baixa em empresas novas, enquanto o resultado contrário é encontrado para trabalhadores estrangeiros. Em termos da segurança no emprego, empresas novas tendem a oferecer empregos mais seguros. No quinto capítulo, avaliamos o papel das unidades de interface no fomento de relações de I&D conjuntas entre universidades e a indústria. Para o efeito, efetuamos a análise das características das empresas que têm uma interação com as universidades através de unidades de interface, em comparação com empresas que interagem diretamente com as universidades. Os resultados mostram que empresas que interagem através de unidades de interface são mais pequenas, têm menos conhecimento e estão mais próximas geograficamente da universidade. Barreiras culturais e organizacionais são mais significativas entre as empresas que interagem diretamente com universidades, enquanto barreiras de conhecimento de relacionadas com custos são mais relevantes para empresas que interagem através de unidades de interface. A proximidade geográfica tem um papel importante nas ligações entre universidade e indústria, mostrando a importância da existência de universidades de média dimensão para o crescimento regional em zonas tecnologicamente menos avançadas.
Autores principais:Costa, Hélder Alberto Silva
Assunto:Salário mínimo Produtividade Desigualdade Novas empresas Colaborações Universidade-Indústria Minimum wage Productivity Inequality Young firms University–Industry collaboration
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta tese estuda vários aspetos da Economia Portuguesa, com a exceção de um capítulo onde a análise é alargada a mais do que um país. Concretamente, esta tese estuda o salário mínimo, desigualdade, produtividade, qualidade do emprego e colaborações entre Universidade-Indústria. No primeiro capítulo, fazemos uma avaliação econométrica do impacto da política nacional de salário mínimo no emprego e lucros das empresas. Os resultados sugerem que os aumentos do salário mínimo reduziram o crescimento do emprego e os lucros das empresas, em particular, para empresas numa situação financeira mais vulnerável. Para além disso, os aumentos do salário mínimo aceleram a saída de empresas da economia, novamente com um efeito mais acentuado para as empresas numa situação financeira mais vulnerável. De acordo com estes resultados, as políticas de salário mínimo podem ter tido um efeito no lado da oferta através do aumento da saída de empresas com baixa rentabilidade e produtividade, e dessa forma, contribuindo para um aumento da produtividade agregada. O segundo capítulo usa héterogeneidade regional da incidência de salário mínimo nas ocupações, mostrando que as políticas de salário mínimo diminuíram significativamente a desigualdade no par região/ocupação, particularmente em pares de regiões/ocupações mais expostos ao salário mínimo. Para além disso, este efeito é mais pronunciado quanto menor a diferença entre o salário mínimo e o mediano. Finalmente, encontramos diferenças de efeitos do salário mínimo na desigualdade entre regiões, havendo um efeito maior nas regiões de menor rendimento. No terceiro capítulo, é avaliado o papel das circunstâncias económicas na alocação eficiente dos recursos e crescimento da produtividade. Concluímos que o impacto da entrada e saída de empresas é mediado pelo nível de concentração do mercado, pela flexibilidade do mercado de trabalho e pela alocação eficiente do crédito. Os resultados mostram que o impacto da entrada de novas empresas na alocação dos recursos depende do nível da flexibilidade do mercado de trabalho, da concentração do mercado e da incidência de empresas numa situação financeira vulnerável. O impacto da entrada e saída de empresas na produtividade é também mediado por estas três medidas de circunstância económica. O quarto capítulo analisa a qualidade e inclusividade do emprego em empresas novas. A qualidade do emprego é mensurada em termos de salários, com uma análise adicional na segurança do emprego. A inclusividade é avaliada através da qualidade do emprego nos grupos desfavorecidos no mercado de trabalho, a saber mulheres e estrangeiros. Os resultados mostram que a qualidade do emprego em empresas novas é similar ao das empresas mais antigas. As diferenças médias de salários observadas são quase totalmente explicadas pelas características dos trabalhadores e pela composição sectorial. Contudo, existem diferenças a nível de inclusividade. A diferença salarial entre homens e mulheres é mais baixa em empresas novas, enquanto o resultado contrário é encontrado para trabalhadores estrangeiros. Em termos da segurança no emprego, empresas novas tendem a oferecer empregos mais seguros. No quinto capítulo, avaliamos o papel das unidades de interface no fomento de relações de I&D conjuntas entre universidades e a indústria. Para o efeito, efetuamos a análise das características das empresas que têm uma interação com as universidades através de unidades de interface, em comparação com empresas que interagem diretamente com as universidades. Os resultados mostram que empresas que interagem através de unidades de interface são mais pequenas, têm menos conhecimento e estão mais próximas geograficamente da universidade. Barreiras culturais e organizacionais são mais significativas entre as empresas que interagem diretamente com universidades, enquanto barreiras de conhecimento de relacionadas com custos são mais relevantes para empresas que interagem através de unidades de interface. A proximidade geográfica tem um papel importante nas ligações entre universidade e indústria, mostrando a importância da existência de universidades de média dimensão para o crescimento regional em zonas tecnologicamente menos avançadas.