Publicação
The influence of local reinforcement rate on local response rate under different types of interval schedules with pigeons
| Resumo: | O timing é tipicamente visto como a capacidade de se comportar de acordo com durações fixas, mas os animais são sensíveis a contingências temporais, mesmo quando estão perante pistas associadas a durações variáveis. Usando diferentes esquemas de intervalo variável (VI), Catania e Reynolds (1968) mostraram que os perfis da taxa local de resposta ao longo do tempo se relacionavam com os perfis da taxa local de reforço. Com base nisto, foi elaborada a conceção comportamental de timing, de acordo com a qual a taxa local de reforço controla a taxa local de resposta. No entanto, dados mais recentes obtidos por Swanton, Gooch e Matell (2009) demonstraram uma função de resposta em forma de pico num procedimento de pico desenvolvido a partir de um programa de intervalo variável (VI) que os autores explicaram como sendo resultado da média de várias memórias temporais, uma interpretação incompatível com a conceção comportamental de timing. Na primeira parte desta tese, explicamos como um modelo comportamental de perceção temporal, o modelo LearningtoTime (LeT), pode de fato explicar o pico de resposta observado no momento correspondente ao intervalo médio de Swanton et al. (2009). Depois, com uma experiência que estende a manipulação feita por Swanton et al. (2009) mostramos que, consistente com o modelo LeT e com a ideia de que a taxa local de reforço se traduz em taxa local de resposta mas inconsistente com a teoria da média, a largura do pico de resposta nos procedimentos de pico está relacionada com o intervalo de intervalos. Além disso, mostramos que nenhuma das versões da Scalar Expectancy Theory (SET, o principal modelo cognitivo de perceção temporal) pode explicar os nossos resultados. Após este primeiro estudo, apresentamos um novo VI, inspirado nos VIs do procedimento de pico, que alcançam uma taxa constante de reforço num intervalo de tempo finito. Em seguida, no segundo estudo, investigamos a questão da constância de resposta sob VIs de probabilidade constante e os limites dos processos de perceção temporal. Numa experiência comparamos o nosso novo método, o VI exponencial uniforme, ao popular VI de Fleshler & Hoffman e mostramos que, se ambos os VI sustentam uma taxa de resposta aproximadamente constante, o VI exponencial uniforme induz uma função de resposta mais plana se excluirmos a aceleração inicial. Numa outra experiência investigamos a evolução das funções de resposta de pombos treinados em três condições com intervalos máximos diferentes, com o VI exponencial uniforme e observamos que, apenas numa minoria dos casos, os padrões de resposta no tempo apresentaram invariância escalar, sugerindo uma situação limite para processos de percepção temporal ocorrerem. Apesar disso, na discussão geral argumentarmos que os processos que traduzem a taxa local de reforço em taxa local de resposta continuam a existir num VI de probabilidade constante mas estão parcialmente ocultos por um efeito de teto do reforço local e / ou por um efeito da resposta motivacional. Concluímos no sentido da validade do princípio da conversão de taxas proposto por Catania e Reynolds para dar conta do padrão de respostas nos programas intervalo no geral e, portanto, no sentido da validade da conceção comportamental de timing. |
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| Autores principais: | Bugallo, Mehdi |
| Assunto: | teoria de averaging modelo Learning-to-Time timing uniform exponential VI esquema de intervalo variável averaging theory Learning-to-Time model timing uniform exponential VI variable interval schedule Ciências Sociais::Psicologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O timing é tipicamente visto como a capacidade de se comportar de acordo com durações fixas, mas os animais são sensíveis a contingências temporais, mesmo quando estão perante pistas associadas a durações variáveis. Usando diferentes esquemas de intervalo variável (VI), Catania e Reynolds (1968) mostraram que os perfis da taxa local de resposta ao longo do tempo se relacionavam com os perfis da taxa local de reforço. Com base nisto, foi elaborada a conceção comportamental de timing, de acordo com a qual a taxa local de reforço controla a taxa local de resposta. No entanto, dados mais recentes obtidos por Swanton, Gooch e Matell (2009) demonstraram uma função de resposta em forma de pico num procedimento de pico desenvolvido a partir de um programa de intervalo variável (VI) que os autores explicaram como sendo resultado da média de várias memórias temporais, uma interpretação incompatível com a conceção comportamental de timing. Na primeira parte desta tese, explicamos como um modelo comportamental de perceção temporal, o modelo LearningtoTime (LeT), pode de fato explicar o pico de resposta observado no momento correspondente ao intervalo médio de Swanton et al. (2009). Depois, com uma experiência que estende a manipulação feita por Swanton et al. (2009) mostramos que, consistente com o modelo LeT e com a ideia de que a taxa local de reforço se traduz em taxa local de resposta mas inconsistente com a teoria da média, a largura do pico de resposta nos procedimentos de pico está relacionada com o intervalo de intervalos. Além disso, mostramos que nenhuma das versões da Scalar Expectancy Theory (SET, o principal modelo cognitivo de perceção temporal) pode explicar os nossos resultados. Após este primeiro estudo, apresentamos um novo VI, inspirado nos VIs do procedimento de pico, que alcançam uma taxa constante de reforço num intervalo de tempo finito. Em seguida, no segundo estudo, investigamos a questão da constância de resposta sob VIs de probabilidade constante e os limites dos processos de perceção temporal. Numa experiência comparamos o nosso novo método, o VI exponencial uniforme, ao popular VI de Fleshler & Hoffman e mostramos que, se ambos os VI sustentam uma taxa de resposta aproximadamente constante, o VI exponencial uniforme induz uma função de resposta mais plana se excluirmos a aceleração inicial. Numa outra experiência investigamos a evolução das funções de resposta de pombos treinados em três condições com intervalos máximos diferentes, com o VI exponencial uniforme e observamos que, apenas numa minoria dos casos, os padrões de resposta no tempo apresentaram invariância escalar, sugerindo uma situação limite para processos de percepção temporal ocorrerem. Apesar disso, na discussão geral argumentarmos que os processos que traduzem a taxa local de reforço em taxa local de resposta continuam a existir num VI de probabilidade constante mas estão parcialmente ocultos por um efeito de teto do reforço local e / ou por um efeito da resposta motivacional. Concluímos no sentido da validade do princípio da conversão de taxas proposto por Catania e Reynolds para dar conta do padrão de respostas nos programas intervalo no geral e, portanto, no sentido da validade da conceção comportamental de timing. |
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