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Impact of food supplements on yeast chronological aging

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os adoçantes tornaram-se uma escolha eletiva para substituir o açúcar, particularmente para indivíduos obesos ou para aqueles que não podem tolerar açúcar nas suas dietas, tais como os diabéticos. Os adoçantes apresentam o mesmo sabor doce que o açúcar, no entanto os efeitos por eles promovidos não são bem definidos ou completamente compreendidos. Os adoçantes são classificados como naturais e sintéticos/artificiais e são utilizados para fins terapêuticos, clínicos, e como um substituto palatável do açúcar. Embora muitos adoçantes tenham a sua utilização aprovada por agências internacionais, faltam ainda estudos que os liguem ao envelhecimento, que é um processo biológico complexo e multifatorial determinado pela combinação de fatores genéticos e ambientais. O principal objetivo deste trabalho foi estudar o impacto que a suplementação com adoçantes (sucralose, ciclamato, sacarina, xilitol e stevia) tem no envelhecimento celular. Para atingir os objetivos propostos, o envelhecimento cronológico da levedura Saccharomyces cerevisiae foi utilizada como modelo de envelhecimento celular. Os resultados apresentados demonstraram que as células têm uma resposta diferente de acordo com o adoçante usado. Enquanto que o xilitol e a sacarina inibem o crescimento celular, o ciclamato de sódio ou a stevia estimulam o crescimento das células. Adicionalmente, também demonstramos que a suplementação com ciclamato de sódio ou stevia induz uma extensão da longevidade, que foi acompanhada por um aumento da autofagia, sem grandes alterações no perfil do ciclo celular e acumulação de espécies recativas de oxigénio. As análises por HPLC mostraram que as células não são capazes de metabolizar nenhum dos adoçantes, sugerindo que provavelmente estão a sinalizar a ativação de vários mecanismos. Globalmente, estes resultados demonstram a importância destes estudos e abrem novas perspetivas sobre o efeito destes adoçantes no envelhecimento celular.
Autores principais:Dourado, Sara Ariana de Sousa
Assunto:Adoçantes Autofagia Envelhecimento Espécies reativas de oxigénio Levedura Sweeteners Autophagy Aging Reactive oxygen species Yeast
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os adoçantes tornaram-se uma escolha eletiva para substituir o açúcar, particularmente para indivíduos obesos ou para aqueles que não podem tolerar açúcar nas suas dietas, tais como os diabéticos. Os adoçantes apresentam o mesmo sabor doce que o açúcar, no entanto os efeitos por eles promovidos não são bem definidos ou completamente compreendidos. Os adoçantes são classificados como naturais e sintéticos/artificiais e são utilizados para fins terapêuticos, clínicos, e como um substituto palatável do açúcar. Embora muitos adoçantes tenham a sua utilização aprovada por agências internacionais, faltam ainda estudos que os liguem ao envelhecimento, que é um processo biológico complexo e multifatorial determinado pela combinação de fatores genéticos e ambientais. O principal objetivo deste trabalho foi estudar o impacto que a suplementação com adoçantes (sucralose, ciclamato, sacarina, xilitol e stevia) tem no envelhecimento celular. Para atingir os objetivos propostos, o envelhecimento cronológico da levedura Saccharomyces cerevisiae foi utilizada como modelo de envelhecimento celular. Os resultados apresentados demonstraram que as células têm uma resposta diferente de acordo com o adoçante usado. Enquanto que o xilitol e a sacarina inibem o crescimento celular, o ciclamato de sódio ou a stevia estimulam o crescimento das células. Adicionalmente, também demonstramos que a suplementação com ciclamato de sódio ou stevia induz uma extensão da longevidade, que foi acompanhada por um aumento da autofagia, sem grandes alterações no perfil do ciclo celular e acumulação de espécies recativas de oxigénio. As análises por HPLC mostraram que as células não são capazes de metabolizar nenhum dos adoçantes, sugerindo que provavelmente estão a sinalizar a ativação de vários mecanismos. Globalmente, estes resultados demonstram a importância destes estudos e abrem novas perspetivas sobre o efeito destes adoçantes no envelhecimento celular.