Publicação
A "saída do armário": um estudo exploratório com mães e pais de lésbicas e gays
| Resumo: | As reações parentais, em relação à “saída do armário”, envolvem percursos que, ainda, não estão totalmente compreendidos. A evolução social permitiu que emergissem novas conceções dos pais e mães em relação à orientação sexual dos progenitores, superando-se assim, as visões mais tradicionais de família. Este estudo empírico teve como principais objetivos avaliar o modo como pais e mães gerem a “saída do armário” dos seus filhos; as reações parentais que marcam este processo e que estratégias são utilizadas na aceitação e integração da orientação sexual dos filhos e filhas. Os participantes são seis figuras parentais (cinco mães e um pai) cujos filhos já tenham feito o coming out. A idade da amostra, no momento da entrevista, varia entre os 52 e os 70 anos (M=59.33; DP=7.37). O instrumento aplicado para a recolha de dados foi a entrevista semiestruturada, através da utilização de um guião, previamente estruturado. Este continha oito questões fundamentadas nas seguintes linhas: (1) avaliar se existe um padrão de resposta dos progenitores, no modo como gerem o coming out dos filhos e filhas; (2) que estratégias usam durante este processo e (3) que mudanças ocorrem nas relações da família nuclear, durante e após o processo de “saída do armário” dos filhos e filhas. As entrevistas foram analisadas seguindo os pressupostos da Análise temática. Os dados recolhidos sugerem que existem reações parentais comuns em quase todos os casos avaliados (negação, medos, aceitação). No entanto, verificaram-se diferenças individuais e situacionais, pelo facto das reações não ocorrerem segundo um continuum ou ordem específica, mas sim consoante o contexto/situação. O associativismo, a partilha de experiências e a procura de informação acerca da orientação sexual foram as estratégias mais recorrentes. Relativamente à mudança, a maioria das figuras parentais refere que ainda se encontra a adaptar às questões do casamento homossexual e da possibilidade da adoção. Finalmente sugere-se que em investigações futuras haja um maior enfoque no papel que a família nuclear desempenha na vida das minorias sexuais. |
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| Autores principais: | Ferreira, Andreia Manuela Fernandes |
| Assunto: | “Saída do armário” Orientação sexual Identidade sexual Núcleo familiar LGBT "Coming out” Sexual orientation Sexual identity Nuclear family Ciências Sociais::Psicologia |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As reações parentais, em relação à “saída do armário”, envolvem percursos que, ainda, não estão totalmente compreendidos. A evolução social permitiu que emergissem novas conceções dos pais e mães em relação à orientação sexual dos progenitores, superando-se assim, as visões mais tradicionais de família. Este estudo empírico teve como principais objetivos avaliar o modo como pais e mães gerem a “saída do armário” dos seus filhos; as reações parentais que marcam este processo e que estratégias são utilizadas na aceitação e integração da orientação sexual dos filhos e filhas. Os participantes são seis figuras parentais (cinco mães e um pai) cujos filhos já tenham feito o coming out. A idade da amostra, no momento da entrevista, varia entre os 52 e os 70 anos (M=59.33; DP=7.37). O instrumento aplicado para a recolha de dados foi a entrevista semiestruturada, através da utilização de um guião, previamente estruturado. Este continha oito questões fundamentadas nas seguintes linhas: (1) avaliar se existe um padrão de resposta dos progenitores, no modo como gerem o coming out dos filhos e filhas; (2) que estratégias usam durante este processo e (3) que mudanças ocorrem nas relações da família nuclear, durante e após o processo de “saída do armário” dos filhos e filhas. As entrevistas foram analisadas seguindo os pressupostos da Análise temática. Os dados recolhidos sugerem que existem reações parentais comuns em quase todos os casos avaliados (negação, medos, aceitação). No entanto, verificaram-se diferenças individuais e situacionais, pelo facto das reações não ocorrerem segundo um continuum ou ordem específica, mas sim consoante o contexto/situação. O associativismo, a partilha de experiências e a procura de informação acerca da orientação sexual foram as estratégias mais recorrentes. Relativamente à mudança, a maioria das figuras parentais refere que ainda se encontra a adaptar às questões do casamento homossexual e da possibilidade da adoção. Finalmente sugere-se que em investigações futuras haja um maior enfoque no papel que a família nuclear desempenha na vida das minorias sexuais. |
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