Publicação
Auditing expectation gap: perceções de auditores e auditados
| Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo explorar, através de questionários estruturados, as perceções de auditores (Revisores Oficiais de Contas-ROC; não-ROC) e auditados (contabilistas certificados-CC) sobre o conceito, as causas e os fatores que podem minimizar o auditing expectation gap em Portugal. Usa o modelo de Franzel (2016) para explicar a diferença de expectativas, e o conceito de epistemic community (Gonthier-Besacier et al., 2016). Os resultados sugerem que auditores e auditados apresentam uma noção de auditing expectation gap muito restrita e dispersa quando comparada com os conceitos apresentados na literatura. As perceções de auditores e auditados são consistentes com o modelo Franzel (2016) ao identificarem a qualidade e quantidade da informação financeira produzida pelas empresas como uma causa do auditing expectation gap. Corroborando o modelo de Franzel (2016), a evidência confirma a existência de um normative gap, revelando que uma parte significativa de auditores e auditados denotam algum desconhecimento acerca do real objetivo da auditoria e da abrangência das responsabilidades gerais do auditor, tal como descritos na ISA 200. Também em consistência com o modelo de Franzel (2016), os resultados revelam a existência de um interpretative gap, isto é, de lacunas de interpretação no que respeita às seguintes matérias expressas nas ISA: 1) finalidade e objetivos gerais da auditoria (gap acentuado entre os CC); 2) responsabilidades gerais do auditor (gap evidente entre auditores e contabilistas); 3) responsabilidades dos auditores em relação à fraude e à apreciação dos acontecimentos subsequentes (apenas no grupo dos contabilistas); 4) responsabilidades do auditor pela apreciação do pressuposto da continuidade (gap evidente entre auditores e contabilistas). Globalmente, os resultados sugerem que o interpretative gap é um dos fatores que originam o auditing expectation gap. Para uma minoria dos auditores e auditados, o nível da qualidade e quantidade de informação veiculada pelos relatórios de auditoria, e a qualidade real percebida do desempenho dos ROC são percebidos como causadores do auditing expectation gap. Por fim, auditores e contabilistas elencam como principais fatores minimizadores do auditing expectation gap: 1) a melhoria do relato de auditoria, simplificando o teor e a linguagem usada; 2) o desenvolvimento de políticas educativas que se traduzam em maior nível de literacia contabilístico-financeira e consciencialização acerca do objetivo, responsabilidades e limitações da auditoria; 3) uma supervisão mais eficiente dos auditores e a comunicação dos resultados da supervisão ao publico em geral. |
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| Autores principais: | Sá, Liliana Freitas |
| Assunto: | Auditing expectation gap Auditores Contabilistas Perceções Portugal Auditors Accountants Perceptions |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo explorar, através de questionários estruturados, as perceções de auditores (Revisores Oficiais de Contas-ROC; não-ROC) e auditados (contabilistas certificados-CC) sobre o conceito, as causas e os fatores que podem minimizar o auditing expectation gap em Portugal. Usa o modelo de Franzel (2016) para explicar a diferença de expectativas, e o conceito de epistemic community (Gonthier-Besacier et al., 2016). Os resultados sugerem que auditores e auditados apresentam uma noção de auditing expectation gap muito restrita e dispersa quando comparada com os conceitos apresentados na literatura. As perceções de auditores e auditados são consistentes com o modelo Franzel (2016) ao identificarem a qualidade e quantidade da informação financeira produzida pelas empresas como uma causa do auditing expectation gap. Corroborando o modelo de Franzel (2016), a evidência confirma a existência de um normative gap, revelando que uma parte significativa de auditores e auditados denotam algum desconhecimento acerca do real objetivo da auditoria e da abrangência das responsabilidades gerais do auditor, tal como descritos na ISA 200. Também em consistência com o modelo de Franzel (2016), os resultados revelam a existência de um interpretative gap, isto é, de lacunas de interpretação no que respeita às seguintes matérias expressas nas ISA: 1) finalidade e objetivos gerais da auditoria (gap acentuado entre os CC); 2) responsabilidades gerais do auditor (gap evidente entre auditores e contabilistas); 3) responsabilidades dos auditores em relação à fraude e à apreciação dos acontecimentos subsequentes (apenas no grupo dos contabilistas); 4) responsabilidades do auditor pela apreciação do pressuposto da continuidade (gap evidente entre auditores e contabilistas). Globalmente, os resultados sugerem que o interpretative gap é um dos fatores que originam o auditing expectation gap. Para uma minoria dos auditores e auditados, o nível da qualidade e quantidade de informação veiculada pelos relatórios de auditoria, e a qualidade real percebida do desempenho dos ROC são percebidos como causadores do auditing expectation gap. Por fim, auditores e contabilistas elencam como principais fatores minimizadores do auditing expectation gap: 1) a melhoria do relato de auditoria, simplificando o teor e a linguagem usada; 2) o desenvolvimento de políticas educativas que se traduzam em maior nível de literacia contabilístico-financeira e consciencialização acerca do objetivo, responsabilidades e limitações da auditoria; 3) uma supervisão mais eficiente dos auditores e a comunicação dos resultados da supervisão ao publico em geral. |
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