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O impacto do Quantitative Easing no spread da dívida pública

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo foi proposto com o objetivo de analisar empiricamente os efeitos do Quantitative Easing (QE), em particular, através do Programa de Compra de Ativos (APP - Asset Purchase Programmes) no spread das obrigações em Portugal. Adicionalmente, comparar os resultados com a média da Zona Euro, no sentido de perceber se a política monetária é uniforme para todos os Estados-Membros. Através da estimação dos modelos de regressão linear simples e pelo método dos mínimos quadrados, as evidências estatísticas encontradas mostram que as políticas monetárias não convencionais do Banco Central Europeu (BCE) contribuíram significativamente para aliviar as tensões financeiras na Zona Euro. Os programas de compras diminuíram o spread das obrigações portuguesas e da Zona Euro a dez anos, o que sugere que as políticas monetárias praticadas pelo BCE são uniformes. Pôde-se igualmente apurar que o QE ajudou a restaurar o mecanismo de transmissão da política monetária do BCE e ajudou a gerar inflação. Por fim, apesar de não se ter obtido evidências estatísticas que nos permitam validar que o QE terá atenuado a escassez de liquidez no mercado, podemos concluir que este instrumento de política monetária é capaz de apoiar a disponibilidade de liquidez monetária para o setor privado não bancário e impulsionar os empréstimos concedidos à economia.
Autores principais:Arreiol, Cristina Vanessa Nóbrega
Assunto:Quantitative Easing Spread das obrigações Política monetária Bonds spread Monetary policy
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente estudo foi proposto com o objetivo de analisar empiricamente os efeitos do Quantitative Easing (QE), em particular, através do Programa de Compra de Ativos (APP - Asset Purchase Programmes) no spread das obrigações em Portugal. Adicionalmente, comparar os resultados com a média da Zona Euro, no sentido de perceber se a política monetária é uniforme para todos os Estados-Membros. Através da estimação dos modelos de regressão linear simples e pelo método dos mínimos quadrados, as evidências estatísticas encontradas mostram que as políticas monetárias não convencionais do Banco Central Europeu (BCE) contribuíram significativamente para aliviar as tensões financeiras na Zona Euro. Os programas de compras diminuíram o spread das obrigações portuguesas e da Zona Euro a dez anos, o que sugere que as políticas monetárias praticadas pelo BCE são uniformes. Pôde-se igualmente apurar que o QE ajudou a restaurar o mecanismo de transmissão da política monetária do BCE e ajudou a gerar inflação. Por fim, apesar de não se ter obtido evidências estatísticas que nos permitam validar que o QE terá atenuado a escassez de liquidez no mercado, podemos concluir que este instrumento de política monetária é capaz de apoiar a disponibilidade de liquidez monetária para o setor privado não bancário e impulsionar os empréstimos concedidos à economia.