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Comprar ou não comprar?: as diferenças entre compradores e não compradores de produtos frescos online

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A utilização do comércio online como meio para a realização de compras tem vindo a aumentar em todo o mundo. Cientes destes ganhos e tentando obter a sua fatia, empresas por todo o mundo têm aumentado o investimento em Marketplace e sites próprios. No entanto, os produtos frescos não se têm conseguido impor neste mercado, sendo mesmo uma das tipologias de produto menos comprada no comércio online. Assim, este estudo visou perceber melhor o consumo de produtos frescos online e em particular identificar os principais fatores influenciadores da compra desta tipologia de produtos. Após a pesquisa identificámos oito fatores sendo eles o preço, a utilidade percebida, a facilidade de utilização percebida, o risco percebido, os atributos de credibilidade, os atributos de procura e a qualidade. A pesquisa realizada baseou-se no estudo das diferenças destes oito fatores entre dois grupos de consumidores distintos, os que já tinham feito uma compra online de produtos frescos e os que ainda não fizeram nenhuma compra online. Para tal, foi aplicado um questionário online a uma amostra de 305 consumidores, onde 104 pertencem ao grupo dos compradores e os restantes 201 pertencem ao grupo dos não compradores. Os resultados indicam que existem diferenças entre os dois grupos relativamente ao preço e à utilidade percebida, o grupo dos compradores atribui um maior valor à utilidade percebida e um menor valor ao preço face ao grupo dos não compradores, isto é, o grupo dos compradores não se importam de pagar mais se conseguirem identificar a utilidade da compra. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas nos restantes determinantes estudados. Estes resultados sugerem várias recomendações para a comercialização online de produtos frescos com destaque para uma maior aposta em melhorias que aumentem o valor percebido na compra online por parte do cliente ao longo das diferentes etapas da jornada do cliente, desde a realização da compra até à entrega tais como uma maior flexibilidade de entrega e facilitar os mesmos benefícios que teriam caso fizessem a compra no canal offline.
Autores principais:Silva, Rui Miguel Rodrigues da
Assunto:Comércio online Produtos frescos Preço Utilidade percebida E-commerce Fresh products Perceived utility Price Ciências Sociais::Economia e Gestão
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A utilização do comércio online como meio para a realização de compras tem vindo a aumentar em todo o mundo. Cientes destes ganhos e tentando obter a sua fatia, empresas por todo o mundo têm aumentado o investimento em Marketplace e sites próprios. No entanto, os produtos frescos não se têm conseguido impor neste mercado, sendo mesmo uma das tipologias de produto menos comprada no comércio online. Assim, este estudo visou perceber melhor o consumo de produtos frescos online e em particular identificar os principais fatores influenciadores da compra desta tipologia de produtos. Após a pesquisa identificámos oito fatores sendo eles o preço, a utilidade percebida, a facilidade de utilização percebida, o risco percebido, os atributos de credibilidade, os atributos de procura e a qualidade. A pesquisa realizada baseou-se no estudo das diferenças destes oito fatores entre dois grupos de consumidores distintos, os que já tinham feito uma compra online de produtos frescos e os que ainda não fizeram nenhuma compra online. Para tal, foi aplicado um questionário online a uma amostra de 305 consumidores, onde 104 pertencem ao grupo dos compradores e os restantes 201 pertencem ao grupo dos não compradores. Os resultados indicam que existem diferenças entre os dois grupos relativamente ao preço e à utilidade percebida, o grupo dos compradores atribui um maior valor à utilidade percebida e um menor valor ao preço face ao grupo dos não compradores, isto é, o grupo dos compradores não se importam de pagar mais se conseguirem identificar a utilidade da compra. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas nos restantes determinantes estudados. Estes resultados sugerem várias recomendações para a comercialização online de produtos frescos com destaque para uma maior aposta em melhorias que aumentem o valor percebido na compra online por parte do cliente ao longo das diferentes etapas da jornada do cliente, desde a realização da compra até à entrega tais como uma maior flexibilidade de entrega e facilitar os mesmos benefícios que teriam caso fizessem a compra no canal offline.