Publicação
Introdução [Anthropocenica Vol.2 (2021) - Dossiê "Verbo verde ou para além da escrita da Natureza"]
| Resumo: | [Excerto] Os problemas ambientais provocados por ação humana têm conhecido um ostensivo agravamento nas últimas décadas. O aquecimento global, a poluição dos oceanos e as crises hídricas não representavam, até há algumas décadas, inquietações profundas nas literaturas africanas. Defendia William Slaymaker no princípio do século XXI que “global ecocritical responses to what is happening to the earth have had an almost imperceptible African echo” (2001: 138). Tal situação tem vindo a ser literariamente revertida em obras literárias de escritores africanos. O corpus textual dedicado a questões ambientais permite já iniciar um futuro cânone de literatura ecocrítica em África, entendendo esta expressão não como textos literários escritos por autores não africanos – visões exógenas, portanto – mas como ficções construídas por escritores moçambicanos, angolanos, sul-africanos ou nigerianos, para considerar tão só alguns exemplos. |
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| Autores principais: | Mendes, Maria do Carmo Pinheiro e Silva Cardoso |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Os problemas ambientais provocados por ação humana têm conhecido um ostensivo agravamento nas últimas décadas. O aquecimento global, a poluição dos oceanos e as crises hídricas não representavam, até há algumas décadas, inquietações profundas nas literaturas africanas. Defendia William Slaymaker no princípio do século XXI que “global ecocritical responses to what is happening to the earth have had an almost imperceptible African echo” (2001: 138). Tal situação tem vindo a ser literariamente revertida em obras literárias de escritores africanos. O corpus textual dedicado a questões ambientais permite já iniciar um futuro cânone de literatura ecocrítica em África, entendendo esta expressão não como textos literários escritos por autores não africanos – visões exógenas, portanto – mas como ficções construídas por escritores moçambicanos, angolanos, sul-africanos ou nigerianos, para considerar tão só alguns exemplos. |
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