Publicação
Potencial da Cerca de S. Martinho de Tibães para a valorização do património natural do Minho
| Resumo: | A floresta portuguesa sofreu, sobretudo durante o último século, profundas alterações que levaram à degradação dos habitats naturais e da vegetação autóctone constituinte. O abate da vegetação autóctone não seguido de reflorestação, a substituição por espécies invasoras, o aumento desmedido de plantações florestais de pinheiro e eucalipto entre outros fatores, levaram à homogeneização da paisagem florestal em Portugal. Hoje em dia subsistem apenas algumas manchas do património florestal na qual requerem gestão para que sejam conservados todos os seus valores. Paralelamente assistiu-se à progressiva desvalorização do património natural nacional por parte do cidadão comum. Essa desvalorização reflete-se não só na postura geral deste perante as espécies autóctones mas também nas escolhas que vão fazendo para as espécies a usar em jardins e plantações ornamentais. A Cerca do Mosteiro de S. Martinho de Tibães constitui um bom exemplo de gestão e de recuperação da biodiversidade autóctone. Esta gestão possibilitou o refúgio de diversas espécies da fauna e flora portuguesa bem como de habitats representativos do ambiente natural do Baixo Minho. Sendo este um espaço com um potencial elevado em termos da valorização do património natural que representa, o presente trabalho visa numa primeira ordem, avaliar toda a vegetação presente e a relação com o meio onde se encontra, e posteriormente, atendendo às características e ecologia das comunidades que a constituem, propõe-se um plano de intervenção com medidas concretas de gestão, que permita complementar a gestão do espaço efetuada, no sentido da promoção de todas as suas potencialidades e que constitua um modelo prático de divulgação e consciencialização do público para o valor do património natural da região minhota. Essa abordagem complementar poderá, desde que devidamente explorada, fomentar novas formas de abordagem da Cerca e aumentar largamente o seu valor como elemento integrante do espaço do Mosteiro de Tibães. |
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| Autores principais: | Faria, Fábio André de Oliveira |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Biológicas Ciências Agrárias::Agricultura, Silvicultura e Pescas |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A floresta portuguesa sofreu, sobretudo durante o último século, profundas alterações que levaram à degradação dos habitats naturais e da vegetação autóctone constituinte. O abate da vegetação autóctone não seguido de reflorestação, a substituição por espécies invasoras, o aumento desmedido de plantações florestais de pinheiro e eucalipto entre outros fatores, levaram à homogeneização da paisagem florestal em Portugal. Hoje em dia subsistem apenas algumas manchas do património florestal na qual requerem gestão para que sejam conservados todos os seus valores. Paralelamente assistiu-se à progressiva desvalorização do património natural nacional por parte do cidadão comum. Essa desvalorização reflete-se não só na postura geral deste perante as espécies autóctones mas também nas escolhas que vão fazendo para as espécies a usar em jardins e plantações ornamentais. A Cerca do Mosteiro de S. Martinho de Tibães constitui um bom exemplo de gestão e de recuperação da biodiversidade autóctone. Esta gestão possibilitou o refúgio de diversas espécies da fauna e flora portuguesa bem como de habitats representativos do ambiente natural do Baixo Minho. Sendo este um espaço com um potencial elevado em termos da valorização do património natural que representa, o presente trabalho visa numa primeira ordem, avaliar toda a vegetação presente e a relação com o meio onde se encontra, e posteriormente, atendendo às características e ecologia das comunidades que a constituem, propõe-se um plano de intervenção com medidas concretas de gestão, que permita complementar a gestão do espaço efetuada, no sentido da promoção de todas as suas potencialidades e que constitua um modelo prático de divulgação e consciencialização do público para o valor do património natural da região minhota. Essa abordagem complementar poderá, desde que devidamente explorada, fomentar novas formas de abordagem da Cerca e aumentar largamente o seu valor como elemento integrante do espaço do Mosteiro de Tibães. |
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