Publicação
Caracterização da consciência fonológica e rastreio de dificuldades de linguagem em alunos do 1º e 2º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico: um estudo exploratório no distrito de Braga
| Resumo: | À entrada para o 1º Ciclo, na fase inicial da sua escolarização, quando expostos ao método formal de leitura e da escrita, muitas crianças continuam a revelar dificuldades no seu desempenho linguístico, sendo por isso, de extrema importância uma avaliação da consciência fonológica de forma a que seja implementada uma intervenção adequada às suas necessidades. Neste âmbito, este estudo exploratório teve como finalidade caracterizar o desempenho ao nível da consciência fonológica e despistar as dificuldades de linguagem em alunos do 1º e 2º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico. Os instrumentos utilizados neste estudo foram: a Prova de Avaliação da Consciência Fonológica-PACOF e a Escala de Comunicação para a Idade Escolar-Versão para Professores (ECIE) desenvolvida para este estudo. A ECIE tem três dimensões: Comunicação Funcional (CF), Comunicação Social (CS) e Comunicação Académica (CA) com oito itens cada uma. A amostra envolveu 135 crianças (66 do género feminino e 69 do género masculino). Os resultados deste estudo indicam que: a) em idade escolar, 25% das crianças apresentam resultados abaixo do expectável nas subescalas da consciência fonológica e no total da PACOF, b) os resultados inferiores dispersos pelas três subescalas revelam que nem a consciência silábica, intrassilábica ou fonémica estão completamente adquiridas, c) 25% dos alunos encontram-se num ponto de risco de desenvolverem dificuldades de linguagem, d) existem diferenças estatisticamente significativas nas variáveis idade, habilitações académicas do pai, ano de escolaridade e classificações de português em relação ao total da PACOF. Relativamente à ECIE, verificou-se que: a) na dimensão da comunicação funcional, os professores assinalaram comportamentos frequentes e sempre que são solicitados acima dos 57%, b) na dimensão CS, existem dois itens com percentagens abaixo dos 50% e que não são assinalados pelos professores como sendo observados em contexto de sala de aula, c) na dimensão (CA) existem cinco itens com percentagens abaixo dos 50%, e d) os itens da escala ECIE possuem uma boa medida de consistência interna, com o Alpha de Cronbach de .979 pelo que se pode considerar que o instrumento é válido para o despiste de possíveis dificuldades de linguagem em idade escolar. Este estudo mostra que a implementação de um rastreio inicial em cada ano letivo de forma serviria o objetivo de despistar alunos com possíveis dificuldades ao nível da consciência fonológica e outras competências linguísticas. |
|---|---|
| Autores principais: | Batista, Elisabete Maria Dias |
| Assunto: | Consciência fonológica Dificuldades de linguagem Avaliação Rastreio Ensino básico Phonological awareness Language difficulties Assessment Screening Basic education |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | À entrada para o 1º Ciclo, na fase inicial da sua escolarização, quando expostos ao método formal de leitura e da escrita, muitas crianças continuam a revelar dificuldades no seu desempenho linguístico, sendo por isso, de extrema importância uma avaliação da consciência fonológica de forma a que seja implementada uma intervenção adequada às suas necessidades. Neste âmbito, este estudo exploratório teve como finalidade caracterizar o desempenho ao nível da consciência fonológica e despistar as dificuldades de linguagem em alunos do 1º e 2º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico. Os instrumentos utilizados neste estudo foram: a Prova de Avaliação da Consciência Fonológica-PACOF e a Escala de Comunicação para a Idade Escolar-Versão para Professores (ECIE) desenvolvida para este estudo. A ECIE tem três dimensões: Comunicação Funcional (CF), Comunicação Social (CS) e Comunicação Académica (CA) com oito itens cada uma. A amostra envolveu 135 crianças (66 do género feminino e 69 do género masculino). Os resultados deste estudo indicam que: a) em idade escolar, 25% das crianças apresentam resultados abaixo do expectável nas subescalas da consciência fonológica e no total da PACOF, b) os resultados inferiores dispersos pelas três subescalas revelam que nem a consciência silábica, intrassilábica ou fonémica estão completamente adquiridas, c) 25% dos alunos encontram-se num ponto de risco de desenvolverem dificuldades de linguagem, d) existem diferenças estatisticamente significativas nas variáveis idade, habilitações académicas do pai, ano de escolaridade e classificações de português em relação ao total da PACOF. Relativamente à ECIE, verificou-se que: a) na dimensão da comunicação funcional, os professores assinalaram comportamentos frequentes e sempre que são solicitados acima dos 57%, b) na dimensão CS, existem dois itens com percentagens abaixo dos 50% e que não são assinalados pelos professores como sendo observados em contexto de sala de aula, c) na dimensão (CA) existem cinco itens com percentagens abaixo dos 50%, e d) os itens da escala ECIE possuem uma boa medida de consistência interna, com o Alpha de Cronbach de .979 pelo que se pode considerar que o instrumento é válido para o despiste de possíveis dificuldades de linguagem em idade escolar. Este estudo mostra que a implementação de um rastreio inicial em cada ano letivo de forma serviria o objetivo de despistar alunos com possíveis dificuldades ao nível da consciência fonológica e outras competências linguísticas. |
|---|