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Impacto da política monetária no endividamento das famílias portuguesas e a possibilidade da ineficácia da política

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O agregado económico das famílias é, hoje, aquele que de forma mais acelerada contrai dívida. Aliados a empréstimos, e com padrões de vida distintos, guiam a sua vida e a sua carteira conforme as políticas que são impostas pelo Banco Central Europeu. Desde a cedência de liquidez, movimentações nas taxas de juro e intervenção nos mercados secundários, o BCE reformula continuamente as medidas a adotar, em prol de uma estabilização geral do país. Portugal é, possivelmente, uma das economias que mais fragilizada fica quer em situações de aperto financeiro quer em situações que possam de forma direta ou indiretamente trazer fragilidades económicas. Com efeito, afinca-se a existência de um vínculo entre as famílias e as decisões de política monetária, averiguando-se na presente dissertação o impacto da mesma no endividamento das famílias. Porém, conforme os resultados obtidos, procura-se ainda apurar se a política monetária se revela eficaz quando existe endividamento. Para tal, estimou-se um modelo ARDL com um periocidade de 30 anos. Os resultados permitem concluir que a eficácia da política monetária fica comprometida em situações de endividamento, sendo que as variáveis que representam cada um dos canais de transmissão reagiram de forma distinta, mas de acordo com os efeitos que eram esperados. No entanto conclui-se que as dividas das famílias são maioritariamente impulsionadas pelos aumentos das taxas de juro e remunerações, a primeira tanto no curto como no longo prazo e a segunda apenas em curto prazo. Acrescenta se ainda que, as alterações nas taxas de câmbio também se revelaram significativas aquando do endividamento.
Autores principais:Teixeira, Adriana da Silva
Assunto:Endividamento Política monetária ARDL Household Monetary policy
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O agregado económico das famílias é, hoje, aquele que de forma mais acelerada contrai dívida. Aliados a empréstimos, e com padrões de vida distintos, guiam a sua vida e a sua carteira conforme as políticas que são impostas pelo Banco Central Europeu. Desde a cedência de liquidez, movimentações nas taxas de juro e intervenção nos mercados secundários, o BCE reformula continuamente as medidas a adotar, em prol de uma estabilização geral do país. Portugal é, possivelmente, uma das economias que mais fragilizada fica quer em situações de aperto financeiro quer em situações que possam de forma direta ou indiretamente trazer fragilidades económicas. Com efeito, afinca-se a existência de um vínculo entre as famílias e as decisões de política monetária, averiguando-se na presente dissertação o impacto da mesma no endividamento das famílias. Porém, conforme os resultados obtidos, procura-se ainda apurar se a política monetária se revela eficaz quando existe endividamento. Para tal, estimou-se um modelo ARDL com um periocidade de 30 anos. Os resultados permitem concluir que a eficácia da política monetária fica comprometida em situações de endividamento, sendo que as variáveis que representam cada um dos canais de transmissão reagiram de forma distinta, mas de acordo com os efeitos que eram esperados. No entanto conclui-se que as dividas das famílias são maioritariamente impulsionadas pelos aumentos das taxas de juro e remunerações, a primeira tanto no curto como no longo prazo e a segunda apenas em curto prazo. Acrescenta se ainda que, as alterações nas taxas de câmbio também se revelaram significativas aquando do endividamento.