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Imageticidade vs. não imageticidade – perspetivas sobre função e ser da imagem e da medialidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] Não é fácil encontrar um ponto de partida para a reflexão filosófica sobre a imagem. Isto deve-se não só ao facto de o termo imagem ser um termo polissémico; mas também por se tratar de um termo chave em áreas filosóficas muito diversas, tais como a estética, a teoria do conhecimento, a filosofia da mente e a ontologia. Entre os exemplos dados pelos filósofos podem afigurar fotografias, pinturas, gravuras, filmes, mas também entidades de caráter linguístico (metáforas, o significado da palavra, o símbolo), entidades mentais como representações, perceções, associações, fantasias, imagens oníricas, ou, em termos semióticos, imagens como uma espécie de signos. Na presente análise vou tomar como ponto de partida um estudo notável de Emmanuel Alloa, intitulado Das durchscheinende Bild (A imagem transparente), que apresenta uma proposta já bastante amadurecida de uma filosofia fenomenológica da imagem. O meu intuito, porém, não é fazer um relato sintético da obra de Alloa. Atentarei antes nalguns problemas aos quais Alloa alude, mas que não aprofunda. Estes problemas surgem quando se considera a que podemos chamar o fundamento da sua fenomenologia da imagem, a medialidade que é entendida como momento ternário que subjaz à oposição entre os dois momentos que determinam a imageticidade, o opaco e o diáfano ou transparente. Alloa dá conta do despertar da consciência sobre este momento ternário e das suas interpretações heterogéneas, recorrendo nas suas análises às obras filosóficas de Aristóteles, Husserl, Fink, Levinas, Sartre e Merleau-Ponty, bem como a obras de arte. [...]
Autores principais:Sylla, Bernhard
Assunto:Humanidades::Filosofia, Ética e Religião
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] Não é fácil encontrar um ponto de partida para a reflexão filosófica sobre a imagem. Isto deve-se não só ao facto de o termo imagem ser um termo polissémico; mas também por se tratar de um termo chave em áreas filosóficas muito diversas, tais como a estética, a teoria do conhecimento, a filosofia da mente e a ontologia. Entre os exemplos dados pelos filósofos podem afigurar fotografias, pinturas, gravuras, filmes, mas também entidades de caráter linguístico (metáforas, o significado da palavra, o símbolo), entidades mentais como representações, perceções, associações, fantasias, imagens oníricas, ou, em termos semióticos, imagens como uma espécie de signos. Na presente análise vou tomar como ponto de partida um estudo notável de Emmanuel Alloa, intitulado Das durchscheinende Bild (A imagem transparente), que apresenta uma proposta já bastante amadurecida de uma filosofia fenomenológica da imagem. O meu intuito, porém, não é fazer um relato sintético da obra de Alloa. Atentarei antes nalguns problemas aos quais Alloa alude, mas que não aprofunda. Estes problemas surgem quando se considera a que podemos chamar o fundamento da sua fenomenologia da imagem, a medialidade que é entendida como momento ternário que subjaz à oposição entre os dois momentos que determinam a imageticidade, o opaco e o diáfano ou transparente. Alloa dá conta do despertar da consciência sobre este momento ternário e das suas interpretações heterogéneas, recorrendo nas suas análises às obras filosóficas de Aristóteles, Husserl, Fink, Levinas, Sartre e Merleau-Ponty, bem como a obras de arte. [...]