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A importância do pré-hospitalar em Portugal : via verde do acidente vascular cerebral

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Resumo:RESUMO - Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a causa mais importante de morbilidade e incapacidade a longo prazo um pouco por todo o mundo, com forte impacto nos sistemas de saúde e nas vidas familiar e profissional. Por esta razão, o papel da emergência pré-hospitalar afigura-se determinante na resposta compreensiva para a gestão do AVC agudo. O objetivo deste trabalho é caracterizar a gestão pré-hospitalar, no contexto do registo retrospetivo dos episódios do INEM (2015-2016), em Portugal Continental. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal e retrospetivo, através de uma abordagem descritiva e analítica, para descrição dos episódios da Via Verde AVC pré-hospitalar (VVAVC) e do internamento por doença cerebrovascular, análise e comparação da sua distribuição geográfica e análise das suas correlações. Para a realização do estudo foram utilizadas a base de dados da VVAVC pré-hospitalar, a base de dados de morbilidade hospitalar e o sistema de classificação Disease Staging. Resultados: A VVAVC está implementada desde 2006, mas a percentagem de utilização nos concelhos é muito baixa (12,97%). A média de idade das pessoas é de 72 anos. O período de tempo entre a identificação dos sintomas de AVC e o contacto para os serviços de emergência foi em média de 59,57 minutos. Considerando as 3 horas - 4,5 horas, como a janela terapêutica de boa prática, o tempo desde o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi em média 119,51 minutos. Verificaram-se mais episódios com a presença de dois ou mais sintomas (61,2%), ou seja, com probabilidade mais elevada de serem um AVC. Os concelhos com distâncias superiores à média (28,79 Km) são os que menos utilizam os serviços de emergência. Considerando a variabilidade nos dados dos episódios, os concelhos utilizadores da VVAVC verificam demoras médias mais baixas em 57,04% dos episódios e uma taxa de mortalidade superior à média em 53,33% dos episódios. Contudo, a associação entre a variável percentagem de utilização da VVAVC e as variáveis acesso e resultados são fracas, mesmo quando analisadas com as variáveis socioeconómicas, com exceção da variável do número de sintomas em que a associação foi moderada. Conclusão: Portugal tem um sistema de resposta para o AVC implementado e organizado, mas a sua utilização é baixa não traduzindo o acesso e os resultados desejados. São necessárias medidas de sensibilização, de educação e de avaliação permanentes para que a estratégia de gestão compreensiva seja sustentável. Estas medidas são corroboradas noutros estudos internacionais.
Autores principais:Lavinha, Pedro Henrique Pires
Assunto:Acidente vascular cerebral Gestão Emergência pré-hospitalar Demora média Mortalidade Stroke Management Prehospital emergency Length of stay Mortality
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a causa mais importante de morbilidade e incapacidade a longo prazo um pouco por todo o mundo, com forte impacto nos sistemas de saúde e nas vidas familiar e profissional. Por esta razão, o papel da emergência pré-hospitalar afigura-se determinante na resposta compreensiva para a gestão do AVC agudo. O objetivo deste trabalho é caracterizar a gestão pré-hospitalar, no contexto do registo retrospetivo dos episódios do INEM (2015-2016), em Portugal Continental. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal e retrospetivo, através de uma abordagem descritiva e analítica, para descrição dos episódios da Via Verde AVC pré-hospitalar (VVAVC) e do internamento por doença cerebrovascular, análise e comparação da sua distribuição geográfica e análise das suas correlações. Para a realização do estudo foram utilizadas a base de dados da VVAVC pré-hospitalar, a base de dados de morbilidade hospitalar e o sistema de classificação Disease Staging. Resultados: A VVAVC está implementada desde 2006, mas a percentagem de utilização nos concelhos é muito baixa (12,97%). A média de idade das pessoas é de 72 anos. O período de tempo entre a identificação dos sintomas de AVC e o contacto para os serviços de emergência foi em média de 59,57 minutos. Considerando as 3 horas - 4,5 horas, como a janela terapêutica de boa prática, o tempo desde o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi em média 119,51 minutos. Verificaram-se mais episódios com a presença de dois ou mais sintomas (61,2%), ou seja, com probabilidade mais elevada de serem um AVC. Os concelhos com distâncias superiores à média (28,79 Km) são os que menos utilizam os serviços de emergência. Considerando a variabilidade nos dados dos episódios, os concelhos utilizadores da VVAVC verificam demoras médias mais baixas em 57,04% dos episódios e uma taxa de mortalidade superior à média em 53,33% dos episódios. Contudo, a associação entre a variável percentagem de utilização da VVAVC e as variáveis acesso e resultados são fracas, mesmo quando analisadas com as variáveis socioeconómicas, com exceção da variável do número de sintomas em que a associação foi moderada. Conclusão: Portugal tem um sistema de resposta para o AVC implementado e organizado, mas a sua utilização é baixa não traduzindo o acesso e os resultados desejados. São necessárias medidas de sensibilização, de educação e de avaliação permanentes para que a estratégia de gestão compreensiva seja sustentável. Estas medidas são corroboradas noutros estudos internacionais.