Publicação
Museus e Representações Culturais da Deficiência
| Resumo: | Este capítulo explora algumas inquietações e valores que fazem parte dos processos de reflexão que me levaram à construção do conhecimento científico em museologia, produzindo questionamentos sobre a própria natureza do significado cultural da deficiência. Introduzem-se, também, questões teóricas e práticas em torno da representação da deficiência, desafiando a relação dos museus com a deficiência como espaços de exclusão/inclusão, de construção de significados culturais, mas, também, de perpetuação de práticas discriminatórias e de estereotipagem. Assim, e embora falando sempre do ponto de vista da minha experiência enquanto investigadora da arena da museologia e dos estudos da deficiência, aproveitarei esta oportunidade para me debruçar sobre a minha própria biografia, arriscando-me, por ventura, a trilhar caminhos mais incertos, mas que a mim me têm norteado e feito parte do meu percurso profissional nos modos de pensar e fazer investigação sobre os museus e a deficiência. As motivações para o fazer são várias. Se por um lado, interessa-me explorar a relação entre a biografia do investigador e a produção do conhecimento científico desenvolvida no mundo académico – mediando relações entre pessoas, entre pessoas e coisas e entre pessoas e o mundo físico e o imaginário –, por outro lado, interessa-me materializar uma narrativa que junta e sobrepõe questões de identidade com o objeto de estudo. Para além disso, debruçar-me sobre a minha própria biografia permite-me explorar questões relativas à representação de uma forma transversal, compreendendo perspetivas que abrangem diferentes olhares no modo como o significado cultural da deficiência produz efeitos nas relações entre pessoas com deficiência e sem deficiência, mas, sobretudo, na construção identitária do nosso próprio eu e das noções convencionais de alteridade. |
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| Autores principais: | Roque Martins, Patrícia |
| Assunto: | Cultura Equidade Multissensorialidade Socioeducomunicação Tiflologia Tiflociência |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este capítulo explora algumas inquietações e valores que fazem parte dos processos de reflexão que me levaram à construção do conhecimento científico em museologia, produzindo questionamentos sobre a própria natureza do significado cultural da deficiência. Introduzem-se, também, questões teóricas e práticas em torno da representação da deficiência, desafiando a relação dos museus com a deficiência como espaços de exclusão/inclusão, de construção de significados culturais, mas, também, de perpetuação de práticas discriminatórias e de estereotipagem. Assim, e embora falando sempre do ponto de vista da minha experiência enquanto investigadora da arena da museologia e dos estudos da deficiência, aproveitarei esta oportunidade para me debruçar sobre a minha própria biografia, arriscando-me, por ventura, a trilhar caminhos mais incertos, mas que a mim me têm norteado e feito parte do meu percurso profissional nos modos de pensar e fazer investigação sobre os museus e a deficiência. As motivações para o fazer são várias. Se por um lado, interessa-me explorar a relação entre a biografia do investigador e a produção do conhecimento científico desenvolvida no mundo académico – mediando relações entre pessoas, entre pessoas e coisas e entre pessoas e o mundo físico e o imaginário –, por outro lado, interessa-me materializar uma narrativa que junta e sobrepõe questões de identidade com o objeto de estudo. Para além disso, debruçar-me sobre a minha própria biografia permite-me explorar questões relativas à representação de uma forma transversal, compreendendo perspetivas que abrangem diferentes olhares no modo como o significado cultural da deficiência produz efeitos nas relações entre pessoas com deficiência e sem deficiência, mas, sobretudo, na construção identitária do nosso próprio eu e das noções convencionais de alteridade. |
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