Publicação
Jornalistas versus Influencers. Tendência e credibilidade em conflito na crítica gastronômica de Brasil e Portugal
| Resumo: | A presente dissertação investiga o desenvolvimento da crítica gastronômica perante a popularização cada vez mais rápida das redes sociais e, consequentemente, dos influenciadores digitais com foco na comida. O estudo compreende a crítica gastronômica como pilar fundamental do jornalismo cultural e procura fazer uma comparação entre o jornalista especializado em gastronomia, o influenciador digital, e entender: quais as principais diferenças entre o jornalista gastronômico e o influencer que faz reviews de restaurantes? Como estes dois personagens antagônicos se veem na crítica? A crítica gastronômica vai acabar? Quais as possíveis soluções para o crítico/jornalista gastronômico seguir relevante? Para compreender tais fenômenos e questões, foi utilizada uma das metodologias que acreditamos ser das mais adequadas para uma especialização em jornalismo: entrevistas. Após uma análise com base em estudos sobre a afirmação da crítica e da crônica gastronômica nos principais meios de comunicação de Brasil e Portugal ao longo dos anos e uma abordagem investigativa às redes sociais e aos influenciadores digitais como fenômeno do pós-modernismo, foram preparadas entrevistas semi-estruturadas para 12 dos principais jornalistas, influenciadores e chefs de cozinha de Brasil e Portugal. Críticos gastronômicos como Josimar Melo, Ricardo Felner e jornalistas como Catarina Luís Moura e Daniel Neto, sucesso nas redes como a página @baixagastronomia, foram os escolhidos para representarem o ponto de vista do jornalista especializado. Do lado dos influencers, selecionamos alguns fenômenos do Instagram e Tik Tok, todos que de certa forma aparentam em um primeiro momento serem páginas de crítica gastronômica, sendo eles Sabrina Cardoso (@reviews.pt), Bernardo Soares (@reviewsdomustache) e Jorge Ferreira (@gatropiço). Os estrelados chefs José Avillez (Belcanto) e Rafa Costa e Silva (Lasai), além de Marlene Vieira (Zumzum Gastrobar) e Janaína Torres (Bar Dona Onça), foram os escolhidos para dar sua perspectiva sobre o tema. António Loureiro (A Cozinha), Rodrigo Castelo (Ó Balcão) e Vitor Taiki (Cura) também deram um contributo para o estudo em momentos profissionais que surgiram nos últimos meses no âmbito do trabalho deste pesquisador enquanto repórter gastronômico do Diário de Notícias e do DN Brasil. Após uma análise das entrevistas, a presente dissertação mostra as principais diferenças entre o crítico e o influencer, e os prós e contras de cada abordagem tendo em conta principalmente a ótica do normalmente criticado, os chefs de cozinha. Ao voltar atrás na bibliografia e partir do princípio de análise de uma sociedade extremamente consumista, além de analisar as tendências das novas gerações para com o consumo de notícias na atualidade, é possível concluir que o jornalista gastronômico - tal como o jornalista de qualquer outra área - terá de se reconstruir se quiser continuar com um papel relevante e atingir as massas em uma era aparelhada pelo mundo digital. Para obter com êxito tal efeito, uma produção de conteúdo multiplataforma, já utilizada por diversos jornais, é uma das principais saídas para a resistência da mídia. |
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| Autores principais: | Castro, Nuno Tibiriçá Penha de |
| Assunto: | Jornalismo cultural Crítica gastronómica Redes sociais Influenciadores digitais Cultural journalism Food criticism Social media Digital influencers |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A presente dissertação investiga o desenvolvimento da crítica gastronômica perante a popularização cada vez mais rápida das redes sociais e, consequentemente, dos influenciadores digitais com foco na comida. O estudo compreende a crítica gastronômica como pilar fundamental do jornalismo cultural e procura fazer uma comparação entre o jornalista especializado em gastronomia, o influenciador digital, e entender: quais as principais diferenças entre o jornalista gastronômico e o influencer que faz reviews de restaurantes? Como estes dois personagens antagônicos se veem na crítica? A crítica gastronômica vai acabar? Quais as possíveis soluções para o crítico/jornalista gastronômico seguir relevante? Para compreender tais fenômenos e questões, foi utilizada uma das metodologias que acreditamos ser das mais adequadas para uma especialização em jornalismo: entrevistas. Após uma análise com base em estudos sobre a afirmação da crítica e da crônica gastronômica nos principais meios de comunicação de Brasil e Portugal ao longo dos anos e uma abordagem investigativa às redes sociais e aos influenciadores digitais como fenômeno do pós-modernismo, foram preparadas entrevistas semi-estruturadas para 12 dos principais jornalistas, influenciadores e chefs de cozinha de Brasil e Portugal. Críticos gastronômicos como Josimar Melo, Ricardo Felner e jornalistas como Catarina Luís Moura e Daniel Neto, sucesso nas redes como a página @baixagastronomia, foram os escolhidos para representarem o ponto de vista do jornalista especializado. Do lado dos influencers, selecionamos alguns fenômenos do Instagram e Tik Tok, todos que de certa forma aparentam em um primeiro momento serem páginas de crítica gastronômica, sendo eles Sabrina Cardoso (@reviews.pt), Bernardo Soares (@reviewsdomustache) e Jorge Ferreira (@gatropiço). Os estrelados chefs José Avillez (Belcanto) e Rafa Costa e Silva (Lasai), além de Marlene Vieira (Zumzum Gastrobar) e Janaína Torres (Bar Dona Onça), foram os escolhidos para dar sua perspectiva sobre o tema. António Loureiro (A Cozinha), Rodrigo Castelo (Ó Balcão) e Vitor Taiki (Cura) também deram um contributo para o estudo em momentos profissionais que surgiram nos últimos meses no âmbito do trabalho deste pesquisador enquanto repórter gastronômico do Diário de Notícias e do DN Brasil. Após uma análise das entrevistas, a presente dissertação mostra as principais diferenças entre o crítico e o influencer, e os prós e contras de cada abordagem tendo em conta principalmente a ótica do normalmente criticado, os chefs de cozinha. Ao voltar atrás na bibliografia e partir do princípio de análise de uma sociedade extremamente consumista, além de analisar as tendências das novas gerações para com o consumo de notícias na atualidade, é possível concluir que o jornalista gastronômico - tal como o jornalista de qualquer outra área - terá de se reconstruir se quiser continuar com um papel relevante e atingir as massas em uma era aparelhada pelo mundo digital. Para obter com êxito tal efeito, uma produção de conteúdo multiplataforma, já utilizada por diversos jornais, é uma das principais saídas para a resistência da mídia. |
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