Publicação
Aspetos comparativos da gestão patrimonial dos jardins Botânico da Ajuda e Botânico de Lisboa. A divulgação de bens patrimoniais como caso de estudo
| Resumo: | O Jardim Botânico da Ajuda, o primeiro jardim botânico português, inaugurado em 1768, e o Jardim Botânico de Lisboa, inaugurado em 1878, representam uma parte da história da ciência em Portugal. O primeiro, fundado para servir a educação dos príncipes, teve diversas fases durante a sua história, passando de um centro científico importante a nível nacional e europeu, para um jardim esquecido e degradado. Por conta da sua proteção, foi possível recuperar, nos anos noventa do século XX, a função científica e de recreio que outrora teve. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público. O segundo, criado para servir a Escola Politécnica de Lisboa a nível de ensino da botânica, teve uma construção atribulada, levando a um atraso na sua inauguração e a sua história é menos conturbada quando comparada com a do Jardim Botânico da Ajuda. Foi o primeiro jardim botânico a ser classificado como Monumento Nacional em Portugal devido à importante coleção científica, à sua importância enquanto antigo centro das ciências e à atual função ecológica. Como principal objetivo, procurou-se responder à pergunta de investigação: quais são os modelos de gestão patrimonial e como impactam na divulgação patrimonial dos jardins em estudo. Por conseguinte, investigou-se os aspetos da gestão patrimonial de ambos os jardins, conhecendo as suas equipas, as rotinas, os recursos alocados, a conservação e estado de manutenção dos espaços e equipamentos, os projetos de investigação e os planos de intervenção para a conservação e reabilitação dos espaços no jardim através da observação direta, dos relatórios de atividades, de entrevistas e de leituras. Além da gestão patrimonial, o foco foi entender como se procede a divulgação patrimonial destes jardins através da análise da informação divulgada por diversos formatos (como os folhetos, as placas indicativas nos espaços, as visitas virtuais, os websites) e compreender os planos de educação ambiental. Posteriormente, comparou-se a gestão e divulgação patrimonial dos jardins, realizando-se uma análise SWOT de modo a compreender as boas práticas e os aspetos a melhorar. |
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| Autores principais: | Araújo, Pedro Miguel Antunes de |
| Assunto: | Conservação Divulgação patrimonial Jardim botânico Jardim histórico Salvaguarda Conservation Heritage dissemination Botanic garden Historic garden Safeguarding |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O Jardim Botânico da Ajuda, o primeiro jardim botânico português, inaugurado em 1768, e o Jardim Botânico de Lisboa, inaugurado em 1878, representam uma parte da história da ciência em Portugal. O primeiro, fundado para servir a educação dos príncipes, teve diversas fases durante a sua história, passando de um centro científico importante a nível nacional e europeu, para um jardim esquecido e degradado. Por conta da sua proteção, foi possível recuperar, nos anos noventa do século XX, a função científica e de recreio que outrora teve. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público. O segundo, criado para servir a Escola Politécnica de Lisboa a nível de ensino da botânica, teve uma construção atribulada, levando a um atraso na sua inauguração e a sua história é menos conturbada quando comparada com a do Jardim Botânico da Ajuda. Foi o primeiro jardim botânico a ser classificado como Monumento Nacional em Portugal devido à importante coleção científica, à sua importância enquanto antigo centro das ciências e à atual função ecológica. Como principal objetivo, procurou-se responder à pergunta de investigação: quais são os modelos de gestão patrimonial e como impactam na divulgação patrimonial dos jardins em estudo. Por conseguinte, investigou-se os aspetos da gestão patrimonial de ambos os jardins, conhecendo as suas equipas, as rotinas, os recursos alocados, a conservação e estado de manutenção dos espaços e equipamentos, os projetos de investigação e os planos de intervenção para a conservação e reabilitação dos espaços no jardim através da observação direta, dos relatórios de atividades, de entrevistas e de leituras. Além da gestão patrimonial, o foco foi entender como se procede a divulgação patrimonial destes jardins através da análise da informação divulgada por diversos formatos (como os folhetos, as placas indicativas nos espaços, as visitas virtuais, os websites) e compreender os planos de educação ambiental. Posteriormente, comparou-se a gestão e divulgação patrimonial dos jardins, realizando-se uma análise SWOT de modo a compreender as boas práticas e os aspetos a melhorar. |
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