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Desigualdades sociais no consumo alimentar : um estudo transversal em adultos portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo - Introdução: A alimentação desempenha um importante papel na prevenção de determinadas doenças crónicas não transmissíveis. A nível mundial, verificam-se desigualdades sociais a nível do consumo alimentar, com possíveis consequências em termos de desigualdades sociais na doença e esperança de vida. O presente trabalho teve como objetivo analisar a existência de desigualdades sociais no consumo alimentar em Portugal. Metodologia: Seguindo um desenho de estudo observacional transversal retrospetivo, foram analisados dados de 11085 indivíduos, com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, participantes do Inquérito Nacional de Saúde 2014. Foram aplicados modelos de regressão logística para medir a associação entre as variáveis socioeconómicas, nomeadamente educação e rendimento, e o consumo alimentar. Resultados: Os resultados mostram que são aqueles com maior rendimento e maior educação que possuem maior probabilidade de consumir peixe, sopa, laticínios, sumos naturais, vegetais e fruta- alimentos associados a uma alimentação mais saudável- mas também bolos, chocolates e sobremesas e fast-food. Pelo contrário, os indivíduos com menor rendimento e menor nível de educação possuem maior probabilidade de consumir leguminosas, pão e refrigerantes com ou sem gás. Conclusão: Estes resultados indicam a necessidade de políticas que, além de incentivarem uma alimentação saudável em geral, foquem em particular as populações mais vulneráveis, no sentido de limitar as desigualdades sociais na alimentação.
Autores principais:Velhinho, Ana Rita Gonçalves
Assunto:Dieta Estatuto socioeconómico Portugal Adultos Desigualdades Diet Socioeconomic status Portugal Adults Inequalities
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Resumo - Introdução: A alimentação desempenha um importante papel na prevenção de determinadas doenças crónicas não transmissíveis. A nível mundial, verificam-se desigualdades sociais a nível do consumo alimentar, com possíveis consequências em termos de desigualdades sociais na doença e esperança de vida. O presente trabalho teve como objetivo analisar a existência de desigualdades sociais no consumo alimentar em Portugal. Metodologia: Seguindo um desenho de estudo observacional transversal retrospetivo, foram analisados dados de 11085 indivíduos, com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, participantes do Inquérito Nacional de Saúde 2014. Foram aplicados modelos de regressão logística para medir a associação entre as variáveis socioeconómicas, nomeadamente educação e rendimento, e o consumo alimentar. Resultados: Os resultados mostram que são aqueles com maior rendimento e maior educação que possuem maior probabilidade de consumir peixe, sopa, laticínios, sumos naturais, vegetais e fruta- alimentos associados a uma alimentação mais saudável- mas também bolos, chocolates e sobremesas e fast-food. Pelo contrário, os indivíduos com menor rendimento e menor nível de educação possuem maior probabilidade de consumir leguminosas, pão e refrigerantes com ou sem gás. Conclusão: Estes resultados indicam a necessidade de políticas que, além de incentivarem uma alimentação saudável em geral, foquem em particular as populações mais vulneráveis, no sentido de limitar as desigualdades sociais na alimentação.