Publicação
A aristocracia de serviço e a Intelligentsia de oposição na Rússia Imperial (1815-1914)
| Resumo: | De que forma as relações entre a aristocracia e a intelligentsia e as suas reacções face ao processo de modernização, no contexto de um Estado czarista autocrático, contribuíram para o declínio do império russo? Esta dissertação visa compreender de que forma as acções da aristocracia influenciaram as da intelligentsia, e vice-versa, durante as transformações políticas e sociais do processo de modernização do império. A análise das respostas e contra-respostas da elite política tradicional (a aristocracia) e dos grupos de oposição (que compunham várias facções da intelligentsia) ao processo de modernização evidencia diferentes contributos para a atenuação ou acentuação da Autocracia do Estado czarista e, consequentemente, para o declínio imperial. Esta dissertação foca, por isso, os momentos de mudança cruciais no império e os valores políticos, sociais e culturais da aristocracia, tentando compreender até que ponto estes eram partilhados pela intelligentsia. No contexto desta análise, atentamos às fontes literárias, extraindo informação quanto aos valores sociais e culturais (de cariz predominantemente aristocrático), relevantes para completar a interpretação e descrição das atitudes políticas dos grupos em estudo. A literatura especializada enfatiza a heterogeneidade do poder da aristocracia russa, bem como a falta de coesão da oposição da intelligentsia. Não obstante, defendemos que as reacções de ambos os grupos aos programas de modernização e as suas interacções durante o período em análise (1815-1914) influenciaram o processo de declínio imperial. |
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| Autores principais: | Filipe, Sara de Athouguia |
| Assunto: | Elites Aristocracia Império Rússia Intelligentsia Modernização Declínio imperial Aristocracy empire, Modernization Intelligentsia Imperial decline |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | De que forma as relações entre a aristocracia e a intelligentsia e as suas reacções face ao processo de modernização, no contexto de um Estado czarista autocrático, contribuíram para o declínio do império russo? Esta dissertação visa compreender de que forma as acções da aristocracia influenciaram as da intelligentsia, e vice-versa, durante as transformações políticas e sociais do processo de modernização do império. A análise das respostas e contra-respostas da elite política tradicional (a aristocracia) e dos grupos de oposição (que compunham várias facções da intelligentsia) ao processo de modernização evidencia diferentes contributos para a atenuação ou acentuação da Autocracia do Estado czarista e, consequentemente, para o declínio imperial. Esta dissertação foca, por isso, os momentos de mudança cruciais no império e os valores políticos, sociais e culturais da aristocracia, tentando compreender até que ponto estes eram partilhados pela intelligentsia. No contexto desta análise, atentamos às fontes literárias, extraindo informação quanto aos valores sociais e culturais (de cariz predominantemente aristocrático), relevantes para completar a interpretação e descrição das atitudes políticas dos grupos em estudo. A literatura especializada enfatiza a heterogeneidade do poder da aristocracia russa, bem como a falta de coesão da oposição da intelligentsia. Não obstante, defendemos que as reacções de ambos os grupos aos programas de modernização e as suas interacções durante o período em análise (1815-1914) influenciaram o processo de declínio imperial. |
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