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Invernos opressivos e Verões insalubres

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Lã e a Neve (1947)  romance maior da Literatura Portuguesa do século XX – narra com realismo a transição de um sistema económico rural para outro predominantemente urbano-industrial, numa intriga ancorada na geografia da serra da Estrela, sendo um bom exemplo do papel documental da ficção literária. Este artigo propõe uma leitura do romance que explora os seus conteúdos climático e eco-humano, de modo a demonstrar: i) o seu valor documental sobre o Clima extremo da serra e a dependência económico-social desse clima, matéria plausível para a História ambiental da região; e ii) que o fator Clima é literariamente crucial para dar sentido e dramaticidade à narrativa. Complementou-se a análise interpretativa com o método de análise textual temática (Bardin, 1995) com quantificação de vocábulos agrupados na categoria “Clima” – e usa-se o termo “Climocrítica”. Os resultados confirmam as hipóteses e como a tónica do frio e da neve alimentam a presença, nesta ficção, de outro conceito muito atual na Ecologia Humana: a vulnerabilidade a uma situação ambiental adversa.
Autores principais:Carvalho, Ana Cristina
Assunto:Portuguese Literature Environment Ecocriticism Ecologia Humana Vulnerabilidade Humana Clima de montanha Romance português Climocrítica Ferreira de Castro Human Ecology Human Vulnerability Mountain climate Climatecriticism General Arts and Humanities
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A Lã e a Neve (1947)  romance maior da Literatura Portuguesa do século XX – narra com realismo a transição de um sistema económico rural para outro predominantemente urbano-industrial, numa intriga ancorada na geografia da serra da Estrela, sendo um bom exemplo do papel documental da ficção literária. Este artigo propõe uma leitura do romance que explora os seus conteúdos climático e eco-humano, de modo a demonstrar: i) o seu valor documental sobre o Clima extremo da serra e a dependência económico-social desse clima, matéria plausível para a História ambiental da região; e ii) que o fator Clima é literariamente crucial para dar sentido e dramaticidade à narrativa. Complementou-se a análise interpretativa com o método de análise textual temática (Bardin, 1995) com quantificação de vocábulos agrupados na categoria “Clima” – e usa-se o termo “Climocrítica”. Os resultados confirmam as hipóteses e como a tónica do frio e da neve alimentam a presença, nesta ficção, de outro conceito muito atual na Ecologia Humana: a vulnerabilidade a uma situação ambiental adversa.