Publicação
Prevalência pontual, caracterização e impacto das cefaleias em trabalhadores portugueses
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A enxaqueca é uma patologia muito prevalente, tendo sido em 2017 considerada a segunda maior causa mundial de anos vividos com incapacidade, sendo mesmo a primeira, se considerarmos a população com idade inferior a 50 anos. Trata-se não só de uma doença crónica, incurável, cuja evolução não é previsível, como também de um problema de saúde pública e socioeconómico. Objetivos: Avaliar o impacto, a prevalência pontual “Headache Yesterday”, o tipo e a frequência de cefaleias em indivíduos profissionalmente ativos. Assim como a utilização de recursos de saúde para alívio e absentismo da doença. E, por fim, estimar o prejuízo associado a nível social e défice de atividade profissional. Metodologia: Para implementação deste estudo observacional analítico transversal foram convidadas médias a grandes empresas com representatividade geográfica em Portugal. A intervenção consistiu na disponibilização, durante 8 dias, de um questionário pelos colaboradores da empresa, na qual a participação era voluntária e anónima. Resultados: Foram envolvidos no estudo 3624 colaboradores de onze empresas. Os resultados obtidos indicam que 93,8% da amostra sofreu de cefaleias no último ano, sendo as mulheres quem mais sofre com 96,4% e, 52,9% supõem-se serem enxaquecas. Considerando o dia de ontem como um dia normal de trabalho com dor de cabeça (84,4%), 2,4% necessitou de se ausentar para descansar, na maioria entre 1 a 3 horas. Constatou-se que 50% dos inquiridos têm dores de cabeça entre 0 e 2 dias por mês, com impacto evidente nas atividades domésticas, familiares e laborais. Menos de 15% recorre a consultas, urgências ou realiza de exames complementares de diagnóstico. Conclusão: As cefaleias são um problema de saúde pública ainda pouco valorizado pela comunidade laboral, e por isso é preciso atuar sobre esta doença incapacitante por forma a melhorar a qualidade de vida de quem sofre. |
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| Autores principais: | Miranda, Raquel Monteiro |
| Assunto: | Cefaleias Enxaqueca Saúde Pública Qualidade de Vida Custo da Doença Headache Migraine Public Health Quality of Life Cost of Illness |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A enxaqueca é uma patologia muito prevalente, tendo sido em 2017 considerada a segunda maior causa mundial de anos vividos com incapacidade, sendo mesmo a primeira, se considerarmos a população com idade inferior a 50 anos. Trata-se não só de uma doença crónica, incurável, cuja evolução não é previsível, como também de um problema de saúde pública e socioeconómico. Objetivos: Avaliar o impacto, a prevalência pontual “Headache Yesterday”, o tipo e a frequência de cefaleias em indivíduos profissionalmente ativos. Assim como a utilização de recursos de saúde para alívio e absentismo da doença. E, por fim, estimar o prejuízo associado a nível social e défice de atividade profissional. Metodologia: Para implementação deste estudo observacional analítico transversal foram convidadas médias a grandes empresas com representatividade geográfica em Portugal. A intervenção consistiu na disponibilização, durante 8 dias, de um questionário pelos colaboradores da empresa, na qual a participação era voluntária e anónima. Resultados: Foram envolvidos no estudo 3624 colaboradores de onze empresas. Os resultados obtidos indicam que 93,8% da amostra sofreu de cefaleias no último ano, sendo as mulheres quem mais sofre com 96,4% e, 52,9% supõem-se serem enxaquecas. Considerando o dia de ontem como um dia normal de trabalho com dor de cabeça (84,4%), 2,4% necessitou de se ausentar para descansar, na maioria entre 1 a 3 horas. Constatou-se que 50% dos inquiridos têm dores de cabeça entre 0 e 2 dias por mês, com impacto evidente nas atividades domésticas, familiares e laborais. Menos de 15% recorre a consultas, urgências ou realiza de exames complementares de diagnóstico. Conclusão: As cefaleias são um problema de saúde pública ainda pouco valorizado pela comunidade laboral, e por isso é preciso atuar sobre esta doença incapacitante por forma a melhorar a qualidade de vida de quem sofre. |
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