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Perfil das exposições ocupacionais a material biológico entre profissionais de saúde do Hospital Nacional Simão Mendes (Guiné-Bissau): riscos e medidas preventivas

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Resumo:RESUMO - A exposição dos Profissionais de Saúde (PS) a material biológico em hospitais é frequente, independentemente de existirem regras de segurança e serem adotadas (ou não) medidas de prevenção. Foram poucos os estudos que avaliaram estes acidentes nos PS em África, bem como o impacto das várias medidas de prevenção possíveis. O objetivo principal do presente estudo visa a identificação do perfil epidemiológico ocupacional dos PS do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), na Guiné-Bissau, que tiveram pelo menos um acidente de trabalho com exposição a material biológico, nos últimos cinco anos. São ainda incluídos como objetivos a identificação da situação vacinal prévia dos mesmos, dos procedimentos seguidos após o acidente de trabalho, das medidas preventivas em vigor e das principais causas da incidência nestes profissionais de saúde. Realizou-se um estudo de caráter exploratório e descritivo, foi aplicado um questionário estruturado com uma amostra de 237 PS, num universo de 702 que trabalham no hospital, correspondendo a cerca de 33,8% do total. Os resultados do estudo indicam que a maioria dos PS que exercem as suas atividades profissionais no HNSM, apresentam uma grande vulnerabilidade, risco elevado de AT e de adquirir doenças profissionais face à exposição ocupacional a material biológico, fundamentalmente devido à desorganização e às características inadequadas do local e ambiente de trabalho, nomeadamente a falta de meios e equipamentos de prevenção. Constatou-se também, por outro lado, a falta de literacia em Higiene e Segurança do Trabalho (HST) ou em Saúde Ocupacional (SO) por parte dos PS. Na globalidade da amostra, registou-se uma prevalência de 44,3% de acidente com exposição a material biológico, envolvendo maioritariamente profissionais do sexo feminino (65%) e a classe de enfermagem (55,1%). A prevalência de acidente com matérias perfurocortante foi de (53,1%) Os dados obtidos revelaram ainda que a exposição percutânea é o acidente mais prevalente (54,5%), seguindo-se a exposição a sangue (48,4%), a administração de medicação intravenosa (31,4%), a utilização de agulha com lúmen (41,7 %), a ausência de notificação (46,6%), a falta de vacinação (48,2%), a não indicação de quimioprofilaxia (50,7%) e ainda os cerca de 46,3% que ignoram a evolução do caso, ou seja, a ausência de relato dos casos, após a exposição ocupacional e acidente com material biológico.
Autores principais:Pina, Adelino José de
Assunto:Exposição ocupacional Profissionais de saúde Material biológico Riscos ocupacionais Occupational exposure Health professionals Biological material Occupational hazards
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - A exposição dos Profissionais de Saúde (PS) a material biológico em hospitais é frequente, independentemente de existirem regras de segurança e serem adotadas (ou não) medidas de prevenção. Foram poucos os estudos que avaliaram estes acidentes nos PS em África, bem como o impacto das várias medidas de prevenção possíveis. O objetivo principal do presente estudo visa a identificação do perfil epidemiológico ocupacional dos PS do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), na Guiné-Bissau, que tiveram pelo menos um acidente de trabalho com exposição a material biológico, nos últimos cinco anos. São ainda incluídos como objetivos a identificação da situação vacinal prévia dos mesmos, dos procedimentos seguidos após o acidente de trabalho, das medidas preventivas em vigor e das principais causas da incidência nestes profissionais de saúde. Realizou-se um estudo de caráter exploratório e descritivo, foi aplicado um questionário estruturado com uma amostra de 237 PS, num universo de 702 que trabalham no hospital, correspondendo a cerca de 33,8% do total. Os resultados do estudo indicam que a maioria dos PS que exercem as suas atividades profissionais no HNSM, apresentam uma grande vulnerabilidade, risco elevado de AT e de adquirir doenças profissionais face à exposição ocupacional a material biológico, fundamentalmente devido à desorganização e às características inadequadas do local e ambiente de trabalho, nomeadamente a falta de meios e equipamentos de prevenção. Constatou-se também, por outro lado, a falta de literacia em Higiene e Segurança do Trabalho (HST) ou em Saúde Ocupacional (SO) por parte dos PS. Na globalidade da amostra, registou-se uma prevalência de 44,3% de acidente com exposição a material biológico, envolvendo maioritariamente profissionais do sexo feminino (65%) e a classe de enfermagem (55,1%). A prevalência de acidente com matérias perfurocortante foi de (53,1%) Os dados obtidos revelaram ainda que a exposição percutânea é o acidente mais prevalente (54,5%), seguindo-se a exposição a sangue (48,4%), a administração de medicação intravenosa (31,4%), a utilização de agulha com lúmen (41,7 %), a ausência de notificação (46,6%), a falta de vacinação (48,2%), a não indicação de quimioprofilaxia (50,7%) e ainda os cerca de 46,3% que ignoram a evolução do caso, ou seja, a ausência de relato dos casos, após a exposição ocupacional e acidente com material biológico.