Publicação
Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930
| Resumo: | Luís de Freitas Branco (1890-1955) esteve fortemente relacionado com o Integralismo Lusitano, movimento monárquico que surge, na década de 1910, pelas mãos de uma geração de estudantes portugueses a favor de uma monarquia antiparlamentar, com ideais relacionados com o tradicionalismo, o regionalismo e a recuperação de valores clássicos que se opunham ao romantismo, repudiado pelos integralistas por estar relacionado com a Implantação da República. Ao longo deste período, Luís de Freitas Branco participou activamente nos eventos e publicações do Integralismo Lusitano, como as conferências promovidas pelo movimento na Liga Naval Portuguesa em 1915, e o periódico A Monarquia: diário integralista da tarde, nos anos de 1917 e 1918, tendo também composto obras que vão ao encontro dos ideais do movimento, como Viriato (1916), poema sinfónico baseado num conto da autoria de Hipólito Raposo, Concerto para violino e orquestra (1916) e 1ª Suite alentejana (1919). Apesar de ser descrita como uma fase muito passageira da vida do compositor, esta parece ter tido, ao contrário do que é referido e repetido pela historiografia da música portuguesa, influências fortes na produção de Luís de Freitas Branco, tanto no que diz respeito aos seus escritos, na imprensa periódica portuguesa ou de carácter mais privado, como na sua obra musical das décadas de 1920 e 1930, nomeadamente em obras como a 1ª Sinfonia (1924) e Madrigais Camonianos (1930- 43). Questionando principalmente de que modo pode uma obra musical reflectir os ideais de um movimento político como o Integralismo Lusitano, e em que moldes se desenvolve o neoclassicismo de Luís de Freitas Branco, o objectivo central da presente dissertação será tentar estabelecer ligações entre dois períodos descritos, até hoje, como aparentemente distintos, uma vez que se verificam, ao longo da produção de Freitas Branco, pensamentos transversais relacionados com a recuperação de um classicismo, de um equilíbrio e de uma sobriedade, segundo o compositor, profundamente relacionados com a maneira de ser intrinsecamente latina e portuguesa. Estes valores, primeiramente verificados no contexto das relações do compositor com o Integralismo Lusitano, surgem, então, em momentos mais tardios da vida de Freitas Branco, o que nos permite estabelecer ligações para uma melhor compreensão da sua carreira |
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| Autores principais: | Pina, Maria Isabel Amaro da Silva |
| Assunto: | Integralismo Lusitano Latinidade Neoclassicismo Nacionalismo Imprensa periódica portuguesa Integralismo Lusitano Neoclassicism Nationalism Latinism Portuguese periodical press |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Luís de Freitas Branco (1890-1955) esteve fortemente relacionado com o Integralismo Lusitano, movimento monárquico que surge, na década de 1910, pelas mãos de uma geração de estudantes portugueses a favor de uma monarquia antiparlamentar, com ideais relacionados com o tradicionalismo, o regionalismo e a recuperação de valores clássicos que se opunham ao romantismo, repudiado pelos integralistas por estar relacionado com a Implantação da República. Ao longo deste período, Luís de Freitas Branco participou activamente nos eventos e publicações do Integralismo Lusitano, como as conferências promovidas pelo movimento na Liga Naval Portuguesa em 1915, e o periódico A Monarquia: diário integralista da tarde, nos anos de 1917 e 1918, tendo também composto obras que vão ao encontro dos ideais do movimento, como Viriato (1916), poema sinfónico baseado num conto da autoria de Hipólito Raposo, Concerto para violino e orquestra (1916) e 1ª Suite alentejana (1919). Apesar de ser descrita como uma fase muito passageira da vida do compositor, esta parece ter tido, ao contrário do que é referido e repetido pela historiografia da música portuguesa, influências fortes na produção de Luís de Freitas Branco, tanto no que diz respeito aos seus escritos, na imprensa periódica portuguesa ou de carácter mais privado, como na sua obra musical das décadas de 1920 e 1930, nomeadamente em obras como a 1ª Sinfonia (1924) e Madrigais Camonianos (1930- 43). Questionando principalmente de que modo pode uma obra musical reflectir os ideais de um movimento político como o Integralismo Lusitano, e em que moldes se desenvolve o neoclassicismo de Luís de Freitas Branco, o objectivo central da presente dissertação será tentar estabelecer ligações entre dois períodos descritos, até hoje, como aparentemente distintos, uma vez que se verificam, ao longo da produção de Freitas Branco, pensamentos transversais relacionados com a recuperação de um classicismo, de um equilíbrio e de uma sobriedade, segundo o compositor, profundamente relacionados com a maneira de ser intrinsecamente latina e portuguesa. Estes valores, primeiramente verificados no contexto das relações do compositor com o Integralismo Lusitano, surgem, então, em momentos mais tardios da vida de Freitas Branco, o que nos permite estabelecer ligações para uma melhor compreensão da sua carreira |
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