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Poly(ionic liquid) Derived Materials for Tissue Engineering Applications

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Resumo:A medicina regenerativa depende da Engenharia de Tecidos para encontrar scaffolds ade- quados para esta área biomédica. Há uma necessidade de desenvolver materiais biocompatíveis e biodegradáveis capazes de produzir suporte mecânico para a regeneração de tecidos biológi- cos e polímeros condutores para possibilitar estímulos elétricos a tecidos lesados. O presente trabalho destina-se à obtenção de hidrogéis condutores apropriados para a En- genharia de Tecidos. Hidrogéis eletricamente condutores (HECs) são um pequeno grupo de biomateriais que combinam propriedades intrínsecas de componentes condutores com as redes hidrofílicas e biocompatíveis dos hidrogéis, no entanto, os métodos convencionais da sua pro- dução contam com inúmeras restrições técnicas como a citotoxicidade, baixa solubilidade e biodegradabilidade. Neste trabalho, os HECs foram produzidos a partir de três polímeros pro- missores: gelatina metacrilada (GelMA), alginato e diacrilato de polietileno glicol (PEGDA). A exposição à luz UV levou à gelação das amostras que foram posteriormente liofilizadas. O polímero condutor poli(3,4-etilenodioxitiofeno); (PEDOT), foi gerado in situ através do método dos 3 banhos. A influência dos poli-líquidos iónicos (PIL) e misturas eutécticas (ME) foi ava- liada. Os HECs foram caracterizados através de análise elementares, Microscopia Eletrónica de Varrimento, Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier, Análise Termo- gravimétrica e Calorimetria Diferencial de Varrimento. Medidas de condutividade através da técnica das quatro pontas e estudos de citotoxicidade foram realizados para avaliar a eficácia e a biocompatibilidade dos materiais obtidos. Os resultados deste estudo confirmam que a polimerização in situ do PEDOT nos hidrogéis melhora a condutividade das amostras. Tanto a adição do PIL como da ME exibiram um incre- mento de condutividade mais notável para os HECs de GelMA, com um máximo de 0,291 mS/cm para GelMA/PIL/PEDOT. Os HECs de GelMA mostram uma porosidade hierárquica, que é benéfica para aplicações na Engenharia de Tecidos e uma boa compatibilidade, com mais de 90% de viabilidade celular relativa.
Autores principais:Henriques, Marta Alexandra de Oliveira
Assunto:Hydrogels Conductive Polymers Ionic Liquids Tissue Engineering
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A medicina regenerativa depende da Engenharia de Tecidos para encontrar scaffolds ade- quados para esta área biomédica. Há uma necessidade de desenvolver materiais biocompatíveis e biodegradáveis capazes de produzir suporte mecânico para a regeneração de tecidos biológi- cos e polímeros condutores para possibilitar estímulos elétricos a tecidos lesados. O presente trabalho destina-se à obtenção de hidrogéis condutores apropriados para a En- genharia de Tecidos. Hidrogéis eletricamente condutores (HECs) são um pequeno grupo de biomateriais que combinam propriedades intrínsecas de componentes condutores com as redes hidrofílicas e biocompatíveis dos hidrogéis, no entanto, os métodos convencionais da sua pro- dução contam com inúmeras restrições técnicas como a citotoxicidade, baixa solubilidade e biodegradabilidade. Neste trabalho, os HECs foram produzidos a partir de três polímeros pro- missores: gelatina metacrilada (GelMA), alginato e diacrilato de polietileno glicol (PEGDA). A exposição à luz UV levou à gelação das amostras que foram posteriormente liofilizadas. O polímero condutor poli(3,4-etilenodioxitiofeno); (PEDOT), foi gerado in situ através do método dos 3 banhos. A influência dos poli-líquidos iónicos (PIL) e misturas eutécticas (ME) foi ava- liada. Os HECs foram caracterizados através de análise elementares, Microscopia Eletrónica de Varrimento, Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier, Análise Termo- gravimétrica e Calorimetria Diferencial de Varrimento. Medidas de condutividade através da técnica das quatro pontas e estudos de citotoxicidade foram realizados para avaliar a eficácia e a biocompatibilidade dos materiais obtidos. Os resultados deste estudo confirmam que a polimerização in situ do PEDOT nos hidrogéis melhora a condutividade das amostras. Tanto a adição do PIL como da ME exibiram um incre- mento de condutividade mais notável para os HECs de GelMA, com um máximo de 0,291 mS/cm para GelMA/PIL/PEDOT. Os HECs de GelMA mostram uma porosidade hierárquica, que é benéfica para aplicações na Engenharia de Tecidos e uma boa compatibilidade, com mais de 90% de viabilidade celular relativa.