Publicação
Coconstruindo Conhecimento para uma nova cultura de Planeamento Costeiro
| Resumo: | As zonas costeiras são territórios complexos e problemáticos e, ao mesmo tempo, são pouco compreendidos quando se adota uma perspetiva do Ordenamento do Território. É necessário estimular novos estudos e investigações nestes territórios e, especialmente, em estabelecerem-se novos modelos de planeamento e gestão. O Planeamento Costeiro, apoiado por modelos de Governação edificados em uma lógica positivista, em decisões top-down e sem a devida abertura ao diálogo, têm contribuído para a criação de processos excludentes e de injustiças sociais. Esta investigação, ao analisar criticamente o processo de coconstrução de um Módulo de Mestrado, desenvolvido com a colaboração de distintos atores e conhecimentos da zona costeira local, em especial uma comunidade piscatória – representada pela Associação de Pesca Artesanal Local e Costeira e de Apoio Social aos Pescadores (Ala-Ala), reconhece a importância em se adotarem modelos de Governância que incluam os conhecimentos diversos na (re) produção do território. Entende-se que o processo de coconstrução desse Módulo de Mestrado contribui para estimular uma nova cultura de Planeamento Costeiro, por se tratar de momentum (1) de empoderamento da classe piscatória local, por estimular a ampliação de seu ambiente social e a partilha de seus conhecimentos e anseios, bem como por estarem inseridos em um processo de mútuo aprendizado; (2) de reflexão sobre a necessidade de tornar as tomadas de decisões mais inclusivas e justas, no que diz respeito ao planeamento costeiro; (3) de reconhecimento do saber local como recurso básico na contribuição a um planeamento sustentável e no fortalecimento da democracia. Esta investigação adota uma metodologia aberta, porém com forte cunho qualitativo, aproximando-se da Etnografia Crítica e da Pesquisa Ação Participativa, as quais vão além de meios para um fim, mas, em si mesmas, são ferramentas processuais de transformação social. |
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| Autores principais: | Oliveira, Daniel Gomes Batista de |
| Assunto: | Planeamento Costeiro Governância Coconstrução Conhecimento Participação Justiça Social |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | As zonas costeiras são territórios complexos e problemáticos e, ao mesmo tempo, são pouco compreendidos quando se adota uma perspetiva do Ordenamento do Território. É necessário estimular novos estudos e investigações nestes territórios e, especialmente, em estabelecerem-se novos modelos de planeamento e gestão. O Planeamento Costeiro, apoiado por modelos de Governação edificados em uma lógica positivista, em decisões top-down e sem a devida abertura ao diálogo, têm contribuído para a criação de processos excludentes e de injustiças sociais. Esta investigação, ao analisar criticamente o processo de coconstrução de um Módulo de Mestrado, desenvolvido com a colaboração de distintos atores e conhecimentos da zona costeira local, em especial uma comunidade piscatória – representada pela Associação de Pesca Artesanal Local e Costeira e de Apoio Social aos Pescadores (Ala-Ala), reconhece a importância em se adotarem modelos de Governância que incluam os conhecimentos diversos na (re) produção do território. Entende-se que o processo de coconstrução desse Módulo de Mestrado contribui para estimular uma nova cultura de Planeamento Costeiro, por se tratar de momentum (1) de empoderamento da classe piscatória local, por estimular a ampliação de seu ambiente social e a partilha de seus conhecimentos e anseios, bem como por estarem inseridos em um processo de mútuo aprendizado; (2) de reflexão sobre a necessidade de tornar as tomadas de decisões mais inclusivas e justas, no que diz respeito ao planeamento costeiro; (3) de reconhecimento do saber local como recurso básico na contribuição a um planeamento sustentável e no fortalecimento da democracia. Esta investigação adota uma metodologia aberta, porém com forte cunho qualitativo, aproximando-se da Etnografia Crítica e da Pesquisa Ação Participativa, as quais vão além de meios para um fim, mas, em si mesmas, são ferramentas processuais de transformação social. |
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