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O Potencial Sublime do Fotográfico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O ser humano parece ser assombrado por uma dimensão aparente de verdade nas imagens que vê. Parece haver um elemento de verdade ilusório fixado no ser que olha a imagem, em especial a fotográfica. Por isso, será possível aproximar o espectador de uma experiência estética do sublime a partir de um meio aparentemente concreto e verdadeiro como o fotográfico? A partir do pensamento kantiano sobre o sublime, este trabalho de projecto procura uma nova ponte entre a experiência estética do sublime e a fotografia, um meio bastante familiar ao olho humano. Para o efeito, será fundamental destruir o aparente olhar de verdade sobre a fotografia e procurar possibilidades de espanto dentro do fotográfico. Esta procura levará ao corte como fonte de intriga e ruína, que será completada pela montagem do espelho na produção artística. O corte e o espelho permitirão ao espectador projectar-se sobre a obra; fazê-lo sair de si e encontrar-se no que olha. Esta montagem corte-espelho apresentar-se-á como solução viável para aproximar o espectador da experiência estética do sublime e, talvez, renovar o seu olhar.
Autores principais:Filipe, João Pedro Natário Garcia dos Santos Sobral
Assunto:Fotografia Sublime Estética Kant Corte Espelho Espanto Ruína Mimesis Diferenciação artística Photography Aesthetics Cut Mirror Astonishment Ruin Artistic distinction Trabalho de projeto
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O ser humano parece ser assombrado por uma dimensão aparente de verdade nas imagens que vê. Parece haver um elemento de verdade ilusório fixado no ser que olha a imagem, em especial a fotográfica. Por isso, será possível aproximar o espectador de uma experiência estética do sublime a partir de um meio aparentemente concreto e verdadeiro como o fotográfico? A partir do pensamento kantiano sobre o sublime, este trabalho de projecto procura uma nova ponte entre a experiência estética do sublime e a fotografia, um meio bastante familiar ao olho humano. Para o efeito, será fundamental destruir o aparente olhar de verdade sobre a fotografia e procurar possibilidades de espanto dentro do fotográfico. Esta procura levará ao corte como fonte de intriga e ruína, que será completada pela montagem do espelho na produção artística. O corte e o espelho permitirão ao espectador projectar-se sobre a obra; fazê-lo sair de si e encontrar-se no que olha. Esta montagem corte-espelho apresentar-se-á como solução viável para aproximar o espectador da experiência estética do sublime e, talvez, renovar o seu olhar.