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Caracterização molecular de estafilococos associados a infeções da pele e tecidos moles

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste estudo foi avaliar a diversidade genética de estafilococos associados a infeções de pele e tecidos moles (SSTIs) em humanos ou animais de companhia e identificar as principais linhagens clonais presentes nas coleções estudadas. A coleção compreende todos os isolados associados a SSTIs identificados como S. aureus (n=55), S. epidermidis (n=14) ou S. schleiferi (n=27) em dois laboratórios de pesquisa veterinária em Lisboa, durante 19 anos (1999-2018); bem como isolados de S. aureus (n=34) de origem humana associados a SSTIs identificados em um laboratório de diagnóstico clínico em Lisboa, de fevereiro a junho de 2014. Todos os isolados de estafilococos foram submetidos a tipificação molecular por análise dos perfis de macrorestrição por SmaI, que foram resolvidos por eletroforese em gel de campo pulsado (PFGE). Os perfis de macrorestrição foram analisados com o auxílio do software Bionumerics, utilizando o algoritmo UPGMA. Os isolados de S. aureus representativos de cada pulsotipo foram selecionados para posterior tipificação por sequenciação de múltiplos loci (MLST), realizada de acordo com o esquema disponível no banco de dados PubMLST. Para representação das possíveis relações entre linhagens clonais, o freeware PHYLOViZ foi usado com o algoritmo goeBurst. A coleção de S. epidermidis associados a animais de companhia foi a mais diversa (índex Simpson, SID = 0,93), enquanto a coleção de S. schleiferi foi a menos diversa (SID = 0,68). Relativamente a S. aureus, a coleção de origem humana (SID = 0,92) foi mais diversa que a de origem animal (SID = 0,84). As linhagens clonais de S. aureus identificadas por MLST corroboram a tipificação por SmaI-PFGE. Entre os isolados de origem humana, as linhagens pertencentes a CC5 (ST5, New1, ST105) foram as mais frequentes (11/34 isolados), enquanto que o CC22 (ST22) foi o mais frequente entre os isolados animais (25/55 isolados). Algumas linhagens clonais encontradas (ST5, ST105, ST7, ST72, ST97, ST15, ST22) foram detetadas em S. aureus tanto de origem humana como animal. De um modo geral, as linhagens clonais encontradas em animais refletem os clones de S. aureus prevalentes a nível hospitalar. Este estudo indica uma elevada diversidade das várias espécies de estafilococos associados a SSTIs em animais de companhia ou humanos. Os resultados obtidos apontam ainda para a presença frequente de linhagens de S. aureus nosocomiais associadas à comunidade, tanto em humanos quanto em animais.
Autores principais:SERRANO, Maria de Fátima Sabarigo
Assunto:Ciências biomédicas Biologio molecular Estafilococos Infeções da pele e tecidos moles
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo foi avaliar a diversidade genética de estafilococos associados a infeções de pele e tecidos moles (SSTIs) em humanos ou animais de companhia e identificar as principais linhagens clonais presentes nas coleções estudadas. A coleção compreende todos os isolados associados a SSTIs identificados como S. aureus (n=55), S. epidermidis (n=14) ou S. schleiferi (n=27) em dois laboratórios de pesquisa veterinária em Lisboa, durante 19 anos (1999-2018); bem como isolados de S. aureus (n=34) de origem humana associados a SSTIs identificados em um laboratório de diagnóstico clínico em Lisboa, de fevereiro a junho de 2014. Todos os isolados de estafilococos foram submetidos a tipificação molecular por análise dos perfis de macrorestrição por SmaI, que foram resolvidos por eletroforese em gel de campo pulsado (PFGE). Os perfis de macrorestrição foram analisados com o auxílio do software Bionumerics, utilizando o algoritmo UPGMA. Os isolados de S. aureus representativos de cada pulsotipo foram selecionados para posterior tipificação por sequenciação de múltiplos loci (MLST), realizada de acordo com o esquema disponível no banco de dados PubMLST. Para representação das possíveis relações entre linhagens clonais, o freeware PHYLOViZ foi usado com o algoritmo goeBurst. A coleção de S. epidermidis associados a animais de companhia foi a mais diversa (índex Simpson, SID = 0,93), enquanto a coleção de S. schleiferi foi a menos diversa (SID = 0,68). Relativamente a S. aureus, a coleção de origem humana (SID = 0,92) foi mais diversa que a de origem animal (SID = 0,84). As linhagens clonais de S. aureus identificadas por MLST corroboram a tipificação por SmaI-PFGE. Entre os isolados de origem humana, as linhagens pertencentes a CC5 (ST5, New1, ST105) foram as mais frequentes (11/34 isolados), enquanto que o CC22 (ST22) foi o mais frequente entre os isolados animais (25/55 isolados). Algumas linhagens clonais encontradas (ST5, ST105, ST7, ST72, ST97, ST15, ST22) foram detetadas em S. aureus tanto de origem humana como animal. De um modo geral, as linhagens clonais encontradas em animais refletem os clones de S. aureus prevalentes a nível hospitalar. Este estudo indica uma elevada diversidade das várias espécies de estafilococos associados a SSTIs em animais de companhia ou humanos. Os resultados obtidos apontam ainda para a presença frequente de linhagens de S. aureus nosocomiais associadas à comunidade, tanto em humanos quanto em animais.