Publicação
Corpo e cultura : o índígena brasileiro nos relatos portugueses
| Resumo: | No período dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, o corpo do Outro foi um dos elementos que mais reacções provocou nos exploradores, tendo conduzido a julgamentos imprecisos, uma vez que nele se inscreviam diferenças fundamentais em relação à cultura europeia. O trabalho aqui apresentado tem por objectivo a análise das interacções então estabelecidas entre corpo e cultura, pelo que se propõe uma abordagem das representações do indígena brasileiro produzidas pelos portugueses nos relatos da segunda metade do século XVI, numa vertente histórica e antropológica. Os textos são enquadrados na época em que foram escritos e as informações recolhidas são analisadas à luz das perspectivas actuais relativas à evolução do conceito de cultura e aos condicionalismos que impõe na visão do Outro. Torna-se, assim, possível avaliar a influência dos valores europeus na relação estabelecida com os indígenas e demonstrar que os temas escolhidos pelos autores e o tom das observações realizadas são reflexo de uma atitude etnocêntrica que toma os valores do Eu como modelo, não reconhecendo a validade de outras práticas e costumes. Partindo da análise das impressões sobre a alteridade, este estudo possibilita ainda uma reflexão acerca da interculturalidade na época da Expansão, o que poderá ajudar hoje a desbravar caminhos para a convivência com o Outro. |
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| Autores principais: | Ruivo, Ana Lúcia Farinha |
| Assunto: | Corpo Cultura Século XVI Descobrimentos |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | No período dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, o corpo do Outro foi um dos elementos que mais reacções provocou nos exploradores, tendo conduzido a julgamentos imprecisos, uma vez que nele se inscreviam diferenças fundamentais em relação à cultura europeia. O trabalho aqui apresentado tem por objectivo a análise das interacções então estabelecidas entre corpo e cultura, pelo que se propõe uma abordagem das representações do indígena brasileiro produzidas pelos portugueses nos relatos da segunda metade do século XVI, numa vertente histórica e antropológica. Os textos são enquadrados na época em que foram escritos e as informações recolhidas são analisadas à luz das perspectivas actuais relativas à evolução do conceito de cultura e aos condicionalismos que impõe na visão do Outro. Torna-se, assim, possível avaliar a influência dos valores europeus na relação estabelecida com os indígenas e demonstrar que os temas escolhidos pelos autores e o tom das observações realizadas são reflexo de uma atitude etnocêntrica que toma os valores do Eu como modelo, não reconhecendo a validade de outras práticas e costumes. Partindo da análise das impressões sobre a alteridade, este estudo possibilita ainda uma reflexão acerca da interculturalidade na época da Expansão, o que poderá ajudar hoje a desbravar caminhos para a convivência com o Outro. |
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