Publicação
Movimento e travessia em L-F Céline
| Resumo: | Este estudo procura desenhar um caminho de leitura para a obra de L-F Céline a partir da figura da viagem como trave-mestra. Numa tentativa de compreender em que medida ela pode ser reconhecida como constitutiva ao sujeito e, como tal, subsumível a algo como uma travessia na vida, procuramos decompor a estrutura do movimento que a conduz. Para esse efeito, tentamos, em primeiro lugar, analisar de que forma o nosso olhar parece estar constituído numa volatilidade entre diferentes ângulos de acesso à vida e, como tal, parece assentar já numa estrutura cinética. De igual modo se procurará compreender de que forma o reconhecimento da nossa condição de finitude é capaz de conduzir ao reconhecimento da vida como algo comparável à figura da viagem. Um qualquer ponto de partida, um qualquer ponto de chegada, entre os dois: movimento e travessia. Procuramos questionar de que modo, nos textos de Céline, o reconhecimento de uma equação composta pela condição de finitude e a volatilidade do acesso à vida - e, como tal, fragmentação e sedimentação de tudo o que é observado em viagem - parece impelir a mais movimento, mais travessia. A partir de uma anuência à própria estrutura da viagem, a veemência que surge manifesta no seu cumprimento parece permitir supor que o ponto de chegada não se define meramente pela condição finita do sujeito, mas também pela forma sob a qual, até lá, a viagem é conduzida. Como se, de algum modo, da equação entre os dois resultasse o ponto de chegada: o fim da viagem. Na tentativa de decomposição da estrutura de movimento em que assenta a viagem, e para que se compreenda o que possa estar em causa no seu desenrolar, procura-se a composição de algo como uma estrutura musical para a qual, não raras vezes, Céline lança pista numa identificação com a vida. É a partir dessa estrutura musical que se procura fazer jogar o significado de uma dança, ou de uma impossibilidade de dança, enquanto resposta a essa mesma estrutura. |
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| Autores principais: | Pereira, Mariana Gonçalves Oliveira Coelho |
| Assunto: | L-F Céline Réstia de luz Rosto da vida Ruído branco Exílio Oximoro |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este estudo procura desenhar um caminho de leitura para a obra de L-F Céline a partir da figura da viagem como trave-mestra. Numa tentativa de compreender em que medida ela pode ser reconhecida como constitutiva ao sujeito e, como tal, subsumível a algo como uma travessia na vida, procuramos decompor a estrutura do movimento que a conduz. Para esse efeito, tentamos, em primeiro lugar, analisar de que forma o nosso olhar parece estar constituído numa volatilidade entre diferentes ângulos de acesso à vida e, como tal, parece assentar já numa estrutura cinética. De igual modo se procurará compreender de que forma o reconhecimento da nossa condição de finitude é capaz de conduzir ao reconhecimento da vida como algo comparável à figura da viagem. Um qualquer ponto de partida, um qualquer ponto de chegada, entre os dois: movimento e travessia. Procuramos questionar de que modo, nos textos de Céline, o reconhecimento de uma equação composta pela condição de finitude e a volatilidade do acesso à vida - e, como tal, fragmentação e sedimentação de tudo o que é observado em viagem - parece impelir a mais movimento, mais travessia. A partir de uma anuência à própria estrutura da viagem, a veemência que surge manifesta no seu cumprimento parece permitir supor que o ponto de chegada não se define meramente pela condição finita do sujeito, mas também pela forma sob a qual, até lá, a viagem é conduzida. Como se, de algum modo, da equação entre os dois resultasse o ponto de chegada: o fim da viagem. Na tentativa de decomposição da estrutura de movimento em que assenta a viagem, e para que se compreenda o que possa estar em causa no seu desenrolar, procura-se a composição de algo como uma estrutura musical para a qual, não raras vezes, Céline lança pista numa identificação com a vida. É a partir dessa estrutura musical que se procura fazer jogar o significado de uma dança, ou de uma impossibilidade de dança, enquanto resposta a essa mesma estrutura. |
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