Publicação
Satisfação profissional dos profissionais de saúde : internato médico : ano comum & formação específica
| Resumo: | RESUMO - A satisfação profissional deve ser entendida como uma atitude, uma emoção ou um sentimento que pode ser verbalizado e medido através de opiniões. A pertinência em estudar a satisfação no profissional resulta da influência que a mesma pode exercer sobre o trabalhador, afetando sua saúde física e mental, e também, por ser um importante indicador do clima organizacional, um elemento determinante da avaliação do desempenho das organizações. Com base numa amostra de 354 Médicos Internos, este estudo observacional, descritivo e analítico tem como objectivo principal avaliar a satisfação profissional dos médicos internos (satisfação global), identificando as dimensões que mais contribuem para a satisfação (satisfação específica). Para responder a este objetivo, adaptou-se o questionário criado por Luís Graça (1999) e que permite determinar a satisfação com base num modelo de discrepâncias entre as expectativas e as recompensas percebidas pelo trabalhador. Com recurso a técnicas da estatística descritiva e inferencial, concluiu-se que os Médicos Internos estudados estão globalmente satisfeitos com o seu trabalho, contribuindo decisivamente para este resultado as dimensões da Relação Profissional/Utente, Relações de Trabalho & Suporte Social e Realização Pessoal e Profissional & Desempenho Organizacional. Em sentido inverso e pronunciadamente destacada, surge a dimensão Segurança no Emprego como aquela em que os profissionais, de forma específica, revelam uma ausência de satisfação. Das intenções comportamentais em que foi constatada uma influência sobre a satisfação dos Médicos Internos, salientamos a intenção de emigrar percepcionada como a opção mais provável após terminarem a sua formação, sendo correlacionada com uma menor satisfação (em todas as dimensões) e vivenciada pelos respondentes como um recurso a utilizar no sentido de prosseguir a sua carreira. |
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| Autores principais: | Ramos, Fausto |
| Assunto: | Satisfação profissional Médicos Internato Médico Job satisfaction Doctors Medical Internship |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - A satisfação profissional deve ser entendida como uma atitude, uma emoção ou um sentimento que pode ser verbalizado e medido através de opiniões. A pertinência em estudar a satisfação no profissional resulta da influência que a mesma pode exercer sobre o trabalhador, afetando sua saúde física e mental, e também, por ser um importante indicador do clima organizacional, um elemento determinante da avaliação do desempenho das organizações. Com base numa amostra de 354 Médicos Internos, este estudo observacional, descritivo e analítico tem como objectivo principal avaliar a satisfação profissional dos médicos internos (satisfação global), identificando as dimensões que mais contribuem para a satisfação (satisfação específica). Para responder a este objetivo, adaptou-se o questionário criado por Luís Graça (1999) e que permite determinar a satisfação com base num modelo de discrepâncias entre as expectativas e as recompensas percebidas pelo trabalhador. Com recurso a técnicas da estatística descritiva e inferencial, concluiu-se que os Médicos Internos estudados estão globalmente satisfeitos com o seu trabalho, contribuindo decisivamente para este resultado as dimensões da Relação Profissional/Utente, Relações de Trabalho & Suporte Social e Realização Pessoal e Profissional & Desempenho Organizacional. Em sentido inverso e pronunciadamente destacada, surge a dimensão Segurança no Emprego como aquela em que os profissionais, de forma específica, revelam uma ausência de satisfação. Das intenções comportamentais em que foi constatada uma influência sobre a satisfação dos Médicos Internos, salientamos a intenção de emigrar percepcionada como a opção mais provável após terminarem a sua formação, sendo correlacionada com uma menor satisfação (em todas as dimensões) e vivenciada pelos respondentes como um recurso a utilizar no sentido de prosseguir a sua carreira. |
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