Publicação
Mudanças no comportamento informacional e interações tecnológicas
| Resumo: | O conceito de espaço biográfico integra a confluência das práticas autobiográficas contemporâneas, desde os géneros discursivos mais tradicionais (diários, cartas, memórias e autobiografias) até às experiências pessoais expostas nas redes sociais, numa variedade de usos e práticas de interação. As memórias mediadas são instrumentos de autoformação, veículo de conetividade, memória e identidades digitais que irão permanecer para além da morte, através dos novos comportamentos informacionais que criam novos tipos de interações e novos usos da informação pessoal após a morte. É nesta uma área de investigação transdisciplinar, abrangendo estudos sobre a morte (Tanatologia), Comunicação, Cultura, Sociologia, Psicologia da Religião, Antropologia, Filosofia, Medicina, Internet, Informática e Ciência da Informação que se enquadra o presente trabalho, o qual tem por base um investigação participativa sobre práticas memorialistas de bibliotecários portugueses (2017-2018), realizada por uma equipa de investigadoras do CHAM – Centro de Humanidades da NOVA FCSH. O objetivo desta comunicação é alargar a atual discussão sobre o espaço biográfico e a morte digital à reflexão sobre as competências de literacia de informação e as práticas de curadoria de informação envolvidas, abrangendo formas de comunicação e gestão de informação pessoal no planeamento dos legados digitais (aqui se incluindo os dados digitais e as identidades digitais), para além da informação sobre o individuo detida por outras pessoas. Constitui um contributo para a análise das competências de informação na gestão da vida pessoal, nomeadamente na sua ligação aos artefactos digitais e aos conceitos de presença social póstuma, copresença, privacidade parcial e necromedia, tendo em atenção que os dados pessoais de defuntos não estão cobertos pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados em vigor na União Europeia. São ainda equacionadas algumas questões éticas: O que pode acontecer se a informação pessoal for usurpada? O que pode acontecer quando se torna público o comportamento informacional de um individuo? O que deve ser legislado para cobrir as situações em que não se encontra explicito o que conservar/divulgar após a morte? |
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| Autores principais: | Pinto, Maria Leonor Borralho Gaspar |
| Outros Autores: | Ochôa, Paula |
| Assunto: | comportamento informacional competências de literacia de informação espaço biográfico morte digital |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O conceito de espaço biográfico integra a confluência das práticas autobiográficas contemporâneas, desde os géneros discursivos mais tradicionais (diários, cartas, memórias e autobiografias) até às experiências pessoais expostas nas redes sociais, numa variedade de usos e práticas de interação. As memórias mediadas são instrumentos de autoformação, veículo de conetividade, memória e identidades digitais que irão permanecer para além da morte, através dos novos comportamentos informacionais que criam novos tipos de interações e novos usos da informação pessoal após a morte. É nesta uma área de investigação transdisciplinar, abrangendo estudos sobre a morte (Tanatologia), Comunicação, Cultura, Sociologia, Psicologia da Religião, Antropologia, Filosofia, Medicina, Internet, Informática e Ciência da Informação que se enquadra o presente trabalho, o qual tem por base um investigação participativa sobre práticas memorialistas de bibliotecários portugueses (2017-2018), realizada por uma equipa de investigadoras do CHAM – Centro de Humanidades da NOVA FCSH. O objetivo desta comunicação é alargar a atual discussão sobre o espaço biográfico e a morte digital à reflexão sobre as competências de literacia de informação e as práticas de curadoria de informação envolvidas, abrangendo formas de comunicação e gestão de informação pessoal no planeamento dos legados digitais (aqui se incluindo os dados digitais e as identidades digitais), para além da informação sobre o individuo detida por outras pessoas. Constitui um contributo para a análise das competências de informação na gestão da vida pessoal, nomeadamente na sua ligação aos artefactos digitais e aos conceitos de presença social póstuma, copresença, privacidade parcial e necromedia, tendo em atenção que os dados pessoais de defuntos não estão cobertos pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados em vigor na União Europeia. São ainda equacionadas algumas questões éticas: O que pode acontecer se a informação pessoal for usurpada? O que pode acontecer quando se torna público o comportamento informacional de um individuo? O que deve ser legislado para cobrir as situações em que não se encontra explicito o que conservar/divulgar após a morte? |
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