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A violência política em torno da reforma agrária, 1975-1976

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No seguimento do golpe militar de 25 de Abril de 1974, ou seja, no âmbito do processo revolucionário que se desenvolve no país, os sindicatos rurais, a maioria constituídos no segundo semestre de 1974, estabelecem negociações com a ALA (Associação Livre de Agricultores), organização dos empresários capitalistas, com vista à assinatura de convenções de trabalho que regulamentassem salários, condições de trabalho e garantia de emprego. Da aplicação destes acordos resultam os primeiros conflitos nos campos do Sul entre grandes proprietários e assalariados rurais os quais se vão agudizando à medida que o ano de 1974 se aproxima do fim. Num contexto de desemprego rural, perante a pressão dos trabalhadores temporários, os sindicatos intensificam, no quadro das cláusulas dos contratos de trabalho assinados, a colocação de trabalhadores nas herdades em estado de subaproveitamento, a que os proprietários respondem furtando-se a este encargo, ao mesmo tempo que enveredam pela prática de actos de sabotagem económica, o que obriga o governo a intervir nestas explorações ao abrigo do DL n.º 660/74, de 25/11/74, nomeando gestor público que, por sua vez, as irá gerir em colectivo com os trabalhadores anteriormente colocados pelos sindicatos.
Autores principais:Piçarra, Constantino
Assunto:Reforma agrária 1975 - 1976 25 de Abril de 1974 Associação Livre de Agricultores Herdade de Cujancas Seareiros de Coruche
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:No seguimento do golpe militar de 25 de Abril de 1974, ou seja, no âmbito do processo revolucionário que se desenvolve no país, os sindicatos rurais, a maioria constituídos no segundo semestre de 1974, estabelecem negociações com a ALA (Associação Livre de Agricultores), organização dos empresários capitalistas, com vista à assinatura de convenções de trabalho que regulamentassem salários, condições de trabalho e garantia de emprego. Da aplicação destes acordos resultam os primeiros conflitos nos campos do Sul entre grandes proprietários e assalariados rurais os quais se vão agudizando à medida que o ano de 1974 se aproxima do fim. Num contexto de desemprego rural, perante a pressão dos trabalhadores temporários, os sindicatos intensificam, no quadro das cláusulas dos contratos de trabalho assinados, a colocação de trabalhadores nas herdades em estado de subaproveitamento, a que os proprietários respondem furtando-se a este encargo, ao mesmo tempo que enveredam pela prática de actos de sabotagem económica, o que obriga o governo a intervir nestas explorações ao abrigo do DL n.º 660/74, de 25/11/74, nomeando gestor público que, por sua vez, as irá gerir em colectivo com os trabalhadores anteriormente colocados pelos sindicatos.