Publicação

A redução da atividade da fosfatase alcalina intestinal está associada à severidade da COVID-19

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO:A COVID-19 tem sido associada a alterações gastrointestinais, disbiose e inflamação. A fosfatase alcalina intestinal (FAI) desempenha um papel importante na homeostasia intestinal e a diminuição da sua atividade e expressão têm sido associadas a inflamação, disbiose e aumento de permeabilidade intestinal. Tendo isto em consideração, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade da FAI em doentes COVID-19 com diferentes graus de severidade, e determinar a influência de parâmetros clínicos e da microbiota na atividade enzimática destes doentes. Cento e dez doentes COVID-19 provenientes de seis centros portugueses geograficamente diferentes foram classificados como ligeiros a moderados e severos. Os resultados mostraram que doentes COVID-19 severos apresentavam menor atividade da FAI comparativamente aos doentes ligeiros a moderados. O sexo feminino, a presença de diabetes, a antibioterapia nos 6 meses anteriores e a baixa diversidade da microbiota bacteriana estavam associados a menor atividade da FAI em doentes COVID-19 severos. Em conclusão, este trabalho sugere que a diminuição da atividade da FAI parece contribuir para a severidade da COVID-19.
Autores principais:Serafim, Thainá Loureiro
Assunto:COVID-19 Atividade da fosfatase alcalina intestinal Comorbilidades Microbiota Severidade COVID-19 Intestinal alkaline phosphatase activity Comorbidities Microbiota Severity
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO:A COVID-19 tem sido associada a alterações gastrointestinais, disbiose e inflamação. A fosfatase alcalina intestinal (FAI) desempenha um papel importante na homeostasia intestinal e a diminuição da sua atividade e expressão têm sido associadas a inflamação, disbiose e aumento de permeabilidade intestinal. Tendo isto em consideração, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade da FAI em doentes COVID-19 com diferentes graus de severidade, e determinar a influência de parâmetros clínicos e da microbiota na atividade enzimática destes doentes. Cento e dez doentes COVID-19 provenientes de seis centros portugueses geograficamente diferentes foram classificados como ligeiros a moderados e severos. Os resultados mostraram que doentes COVID-19 severos apresentavam menor atividade da FAI comparativamente aos doentes ligeiros a moderados. O sexo feminino, a presença de diabetes, a antibioterapia nos 6 meses anteriores e a baixa diversidade da microbiota bacteriana estavam associados a menor atividade da FAI em doentes COVID-19 severos. Em conclusão, este trabalho sugere que a diminuição da atividade da FAI parece contribuir para a severidade da COVID-19.