Publicação
O "direito à cidade" e a Galeria de Arte Pública na Quinta do Mocho (Loures)
| Resumo: | O bairro da Quinta do Mocho desde dos finais de 2014 é reconhecido pelo projecto da Galeria de Arte Pública (GAP) e não pelos problemas de marginalidade urbana aos quais era associado. Este bairro passou por um longo processo de ocupação e autoconstrução de casas por famílias de imigrantes oriundas dos PALOP a partir dos anos setenta, seguido de um realojamento acelerado nos anos noventa, e por uma estigmatização social e territorial desde o seu início, fomentada por problemas de criminalidade e falta de serviços públicos. A GAP transformou o bairro num autêntico museu a céu aberto, através da realização de pinturas de graffiti nas fachadas dos prédios. Neste sentido, possibilitou o rompimento do estigma conotado ao bairro e a sua abertura para o resto da cidade/metrópole, particularmente com a introdução de visitas guiadas. Estudar como os moradores percecionam estas mudanças, e como este projecto artístico interfere na vida dos mesmos. É objectivo deste trabalho perceber como eram realizadas as actividades recreativas e culturais no bairro, trabalhando directamente com crianças e jovens, e se estas actividades se articulavam com a GAP. Partindo de uma abordagem metodológica que se centra no trabalho etnográfico, incluindo também a realização de entrevistas semi-directivas e a recolha censitária e de imprensa, esta investigação pretende compreender como os moradores da Quinta do Mocho constroem o seu direito à cidade e se a GAP possibilita esta conquista. Procuro entender também a relação deste bairro com outras realidades e escalas territoriais, refletindo as questões de centro e periferia na Área Metropolitana de Lisboa. Também reflito sobre os discursos construídos acerca do direito à cidade e sobre o próprio bairro em análise. Por fim, analiso o impacto deste tipo de políticas públicas, que visam a pintura de graffitis na fachada dos edifícios do bairro, procurando perceber os seus limites e possibilidades. |
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| Autores principais: | Costa, Henrique Chaves |
| Assunto: | Direito à cidade Quinta do Mocho (Loures) Área Metropolitana de Lisboa Arte pública Graffiti Segregação territorial Right to the city Public art Lisbon Metropolitan Area Territorial segregation |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O bairro da Quinta do Mocho desde dos finais de 2014 é reconhecido pelo projecto da Galeria de Arte Pública (GAP) e não pelos problemas de marginalidade urbana aos quais era associado. Este bairro passou por um longo processo de ocupação e autoconstrução de casas por famílias de imigrantes oriundas dos PALOP a partir dos anos setenta, seguido de um realojamento acelerado nos anos noventa, e por uma estigmatização social e territorial desde o seu início, fomentada por problemas de criminalidade e falta de serviços públicos. A GAP transformou o bairro num autêntico museu a céu aberto, através da realização de pinturas de graffiti nas fachadas dos prédios. Neste sentido, possibilitou o rompimento do estigma conotado ao bairro e a sua abertura para o resto da cidade/metrópole, particularmente com a introdução de visitas guiadas. Estudar como os moradores percecionam estas mudanças, e como este projecto artístico interfere na vida dos mesmos. É objectivo deste trabalho perceber como eram realizadas as actividades recreativas e culturais no bairro, trabalhando directamente com crianças e jovens, e se estas actividades se articulavam com a GAP. Partindo de uma abordagem metodológica que se centra no trabalho etnográfico, incluindo também a realização de entrevistas semi-directivas e a recolha censitária e de imprensa, esta investigação pretende compreender como os moradores da Quinta do Mocho constroem o seu direito à cidade e se a GAP possibilita esta conquista. Procuro entender também a relação deste bairro com outras realidades e escalas territoriais, refletindo as questões de centro e periferia na Área Metropolitana de Lisboa. Também reflito sobre os discursos construídos acerca do direito à cidade e sobre o próprio bairro em análise. Por fim, analiso o impacto deste tipo de políticas públicas, que visam a pintura de graffitis na fachada dos edifícios do bairro, procurando perceber os seus limites e possibilidades. |
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