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Relatório de Estágio na missão permanente de Portugal junto das Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra

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Resumo:Este relatório de estágio analisa o declínio do sistema multilateral como uma transição paradigmática da “segurança normativa”, baseada no direito e na cooperação, para a “segurança armada”, centrada na dissuasão militar. Através de uma análise orçamental comparativa, demonstra-se a profunda dissonância entre o subfinanciamento crónico dos mecanismos de direitos humanos da ONU, como o ACNUDH, e a expansão exponencial das despesas de defesa da OTAN. Argumenta-se que esta reafetação dos recursos não é apenas um sintoma, mas um motor da crise, erodindo os pilares normativos que previnem conflitos e alimentando a própria insegurança que o rearmamento visa conter. O caso de Portugal é explorado como um microcosmo deste “dilema de coerência” enfrentado por Estados de média dimensão. A investigação conclui que esta divergência orçamental constitui a evidência mais tangível do enfraquecimento da ordem internacional baseada em regras.
Autores principais:Gonçalves, Britney Alexaundria Ferreira
Assunto:Multilateralismo Segurança Normativa Segurança Armada Direitos Humanos Organização das Nações Unidas (ONU) Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) Despesa Militar Política Externa Portuguesa Ordem Internacional Multilateralism Normative Security Armed Security Human Rights United Nations (UN) NATO Military Expenditure Portuguese Foreign Policy International Order
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este relatório de estágio analisa o declínio do sistema multilateral como uma transição paradigmática da “segurança normativa”, baseada no direito e na cooperação, para a “segurança armada”, centrada na dissuasão militar. Através de uma análise orçamental comparativa, demonstra-se a profunda dissonância entre o subfinanciamento crónico dos mecanismos de direitos humanos da ONU, como o ACNUDH, e a expansão exponencial das despesas de defesa da OTAN. Argumenta-se que esta reafetação dos recursos não é apenas um sintoma, mas um motor da crise, erodindo os pilares normativos que previnem conflitos e alimentando a própria insegurança que o rearmamento visa conter. O caso de Portugal é explorado como um microcosmo deste “dilema de coerência” enfrentado por Estados de média dimensão. A investigação conclui que esta divergência orçamental constitui a evidência mais tangível do enfraquecimento da ordem internacional baseada em regras.