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| Resumo: | Em 1697, a fragata Santo António de Taná partiu num pequeno esquadrão liderado pelo general Luís de Melo Sampaio para a costa oriental de África, em socorro da fortaleza de São Jesus de Mombaça, que sofria há vários meses o cerco dos árabes omanitas. No entanto, esta tentativa de auxílio teve um desfecho trágico para esta embarcação, naufragada junto à fortificação nesse ano. Os destroços da Santo António de Taná permaneceram praticamente intocados até a década de 70 do século XX, quando uma equipa do Institute of Nautical Archaeology (INA) liderada por Robin Piercy ali realizou escavações arqueológicas. Nos destroços foram identificados e recuperados inúmeros artefactos de uso quotidiano utilizados pela tripulação aquando do naufrágio. Entre eles conservaram-se diferentes peças da indumentária utilizada pelos nautas, elemento distintivo numa sociedade onde o aspecto visual tinha forte impacto nas relações interpessoais e na diferenciação social, mesmo a bordo, revelando igualmente aspectos relacionados com a religiosidade dos que seguiam a bordo. |
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| Autores principais: | Teixeira, André |
| Outros Autores: | Gil, Luís |
| Assunto: | Oceano Índico Portugueses Naufrágio, Vestuário Religiosidade |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Em 1697, a fragata Santo António de Taná partiu num pequeno esquadrão liderado pelo general Luís de Melo Sampaio para a costa oriental de África, em socorro da fortaleza de São Jesus de Mombaça, que sofria há vários meses o cerco dos árabes omanitas. No entanto, esta tentativa de auxílio teve um desfecho trágico para esta embarcação, naufragada junto à fortificação nesse ano. Os destroços da Santo António de Taná permaneceram praticamente intocados até a década de 70 do século XX, quando uma equipa do Institute of Nautical Archaeology (INA) liderada por Robin Piercy ali realizou escavações arqueológicas. Nos destroços foram identificados e recuperados inúmeros artefactos de uso quotidiano utilizados pela tripulação aquando do naufrágio. Entre eles conservaram-se diferentes peças da indumentária utilizada pelos nautas, elemento distintivo numa sociedade onde o aspecto visual tinha forte impacto nas relações interpessoais e na diferenciação social, mesmo a bordo, revelando igualmente aspectos relacionados com a religiosidade dos que seguiam a bordo. |
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