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Escalation of commitment - Anticipatory self-defense at the bottom of the chain

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, à semelhança do que os Estados Unidos fizeram ao Iraque, em 2003, segundo justificações de legítima defesa antecipada. Ambos os líderes alegavam estar sob uma ameaça iminente. No caso dos Estados Unidos, a ameaça consistia em Armas de Destruição Maciça na posse no Iraque, que serviriam ora as forças iraquianas, ora grupos terroristas para atacar o seu país ou o Ocidente. Do seu lado, Putin afirmava que a ameaça à Rússia emanava da expansão da OTAN para Leste, em direção à fronteira russa com a Ucrânia. Ambos os Estados forneceram argumentos legais para justificar o alegado uso de legítima defesa antecipada. Não obstante, avançaram também com justificações adicionais para sustentar o uso de força injustificado. No caso da Rússia, legítima defesa coletiva contra o genocídio e, no caso dos estados Unidos, sancionamento prévio do uso de força por parte do Conselho de Segurança. Esta dissertação tem como objetivo examinar o desenvolvimento histórico e teórico do direito à legítima defesa com particular foco na questão da (i)legalidade do uso de legítima defesa antecipada. Dentro desta moldura, os casos dos Estados Unidos e da Rússia serão analisados por forma a identificar se é possível encontrar um padrão nas suas justificações no uso de legítima defesa antecipatória. Em particular, esta dissertação argumentará que estes líderes evocam justificações adicionais que podem alegadamente deter um maior grau de autoridade e complexidade, assim reconhecendo as fragilidades endémicas da legítima defesa antecipada.
Autores principais:Neves, Maria Francisca Bargão Robalo das
Assunto:Anticipatory self-defense Use of force Ukraine Iraq Legal justifications Legítima defesa antecipada Uso da força Estados Unidos Rússia Ucrânia Iraque Justificações legais
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, à semelhança do que os Estados Unidos fizeram ao Iraque, em 2003, segundo justificações de legítima defesa antecipada. Ambos os líderes alegavam estar sob uma ameaça iminente. No caso dos Estados Unidos, a ameaça consistia em Armas de Destruição Maciça na posse no Iraque, que serviriam ora as forças iraquianas, ora grupos terroristas para atacar o seu país ou o Ocidente. Do seu lado, Putin afirmava que a ameaça à Rússia emanava da expansão da OTAN para Leste, em direção à fronteira russa com a Ucrânia. Ambos os Estados forneceram argumentos legais para justificar o alegado uso de legítima defesa antecipada. Não obstante, avançaram também com justificações adicionais para sustentar o uso de força injustificado. No caso da Rússia, legítima defesa coletiva contra o genocídio e, no caso dos estados Unidos, sancionamento prévio do uso de força por parte do Conselho de Segurança. Esta dissertação tem como objetivo examinar o desenvolvimento histórico e teórico do direito à legítima defesa com particular foco na questão da (i)legalidade do uso de legítima defesa antecipada. Dentro desta moldura, os casos dos Estados Unidos e da Rússia serão analisados por forma a identificar se é possível encontrar um padrão nas suas justificações no uso de legítima defesa antecipatória. Em particular, esta dissertação argumentará que estes líderes evocam justificações adicionais que podem alegadamente deter um maior grau de autoridade e complexidade, assim reconhecendo as fragilidades endémicas da legítima defesa antecipada.