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As cores das imagens: A propósito da cor na iluminura alcobacense dos séculos XIV e XV

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Parte-se da cor utilizada no scriptorium de Alcobaça durante os séculos XIV e XV para olhá-la, depois, como um aspecto particular da iconografia mariana e, portanto, considerando-a como um elemento estruturante da significação. Os códices do fundo alcobacense da Biblioteca Nacional, datáveis dos séculos XIV e XV, apresentam, para lá dum ornato pobre, uma cor modesta visando não apenas tornar agradável a leitura, mas antes orientá-la, isto é, ordenar e estruturar a página e a composição. Nos exemplos estudados,informados pelo pensamento de S. Bernardo para quem nada é mais importante que a palavra, a imagem segue as regras da legibilidade, sendo, portanto, tratada como um texto. Percebe-se, por isso, porque é que a cor vai sendo tolerada, a par da imagem: despida dum significado estrito, situa-se ao nível fundamental da estrutura auxiliar da compreensão.
Autores principais:Peixeiro, Horácio Augusto
Assunto:Cor Iconografia Códice Mosteiro de Alcobaça Século XIV-XV
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Parte-se da cor utilizada no scriptorium de Alcobaça durante os séculos XIV e XV para olhá-la, depois, como um aspecto particular da iconografia mariana e, portanto, considerando-a como um elemento estruturante da significação. Os códices do fundo alcobacense da Biblioteca Nacional, datáveis dos séculos XIV e XV, apresentam, para lá dum ornato pobre, uma cor modesta visando não apenas tornar agradável a leitura, mas antes orientá-la, isto é, ordenar e estruturar a página e a composição. Nos exemplos estudados,informados pelo pensamento de S. Bernardo para quem nada é mais importante que a palavra, a imagem segue as regras da legibilidade, sendo, portanto, tratada como um texto. Percebe-se, por isso, porque é que a cor vai sendo tolerada, a par da imagem: despida dum significado estrito, situa-se ao nível fundamental da estrutura auxiliar da compreensão.