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A representação da violência sobre os corpos nas obras de performance de mulheres artistas latino-americanas (1960-1980): Ana Mendieta e Letícia Parente

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Resumo:Esta dissertação pretende explorar como, através do tema da violência, as artistas Ana Mendieta e Letícia Parente utilizaram a arte da performance, entre os anos 1960 e 1980, para questionar os sistemas de opressão e propor abordagens críticas da violência sistemática de regimes autoritários e do sistema patriarcal. A arte da performance tem ligação histórica com os media do teatro e da dança, e no início do século XX, movimentos de vanguarda como o Futurismo e o Dadaísmo e as suas respetivas experimentações tensionaram os limites entre os suportes artísticos, abrindo caminho para o desenvolvimento da arte da performance. No final da primeira metade do século XX, a performance deslocou o seu foco para o corpo, e o medium tornou-se relevante especialmente para as mulheres artistas que procuravam utilizar as suas próprias experiências nas suas obras, abordando a violência sexual e a opressão de género. Particularmente na América Latina, a arte da performance foi utilizada por artistas para refletir sobre a censura estatal, a tortura e a perseguição durante o período em que o continente foi controlado por regimes autoritários. Em diferentes contextos geográficos e culturais, Ana Mendieta (1948-1985) e Letícia Parente (1930-1991) criaram obras de performance registadas em vídeo e fotografia que abordavam a questão da violência, e procuravam chamar a atenção para os seus vários desdobramentos, bem como para formas de resistência. Através de obras como Preparação I (1975), In (1975) de Parente, e Rape Scene (1973) de Mendieta, estas artistas desenvolveram importantes reflexões sobre a violência e os papéis de género, e suas produções as tornaram figuras centrais para a história da arte, que historicamente diminuiu a importância das mulheres artistas e dos seus contributos.
Autores principais:Barcelos, Maria Hoff
Assunto:Ana Mendieta Letícia Parente Performance Arte latino-americana Mulheres artistas Violência Latin American art Women artists Violence
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende explorar como, através do tema da violência, as artistas Ana Mendieta e Letícia Parente utilizaram a arte da performance, entre os anos 1960 e 1980, para questionar os sistemas de opressão e propor abordagens críticas da violência sistemática de regimes autoritários e do sistema patriarcal. A arte da performance tem ligação histórica com os media do teatro e da dança, e no início do século XX, movimentos de vanguarda como o Futurismo e o Dadaísmo e as suas respetivas experimentações tensionaram os limites entre os suportes artísticos, abrindo caminho para o desenvolvimento da arte da performance. No final da primeira metade do século XX, a performance deslocou o seu foco para o corpo, e o medium tornou-se relevante especialmente para as mulheres artistas que procuravam utilizar as suas próprias experiências nas suas obras, abordando a violência sexual e a opressão de género. Particularmente na América Latina, a arte da performance foi utilizada por artistas para refletir sobre a censura estatal, a tortura e a perseguição durante o período em que o continente foi controlado por regimes autoritários. Em diferentes contextos geográficos e culturais, Ana Mendieta (1948-1985) e Letícia Parente (1930-1991) criaram obras de performance registadas em vídeo e fotografia que abordavam a questão da violência, e procuravam chamar a atenção para os seus vários desdobramentos, bem como para formas de resistência. Através de obras como Preparação I (1975), In (1975) de Parente, e Rape Scene (1973) de Mendieta, estas artistas desenvolveram importantes reflexões sobre a violência e os papéis de género, e suas produções as tornaram figuras centrais para a história da arte, que historicamente diminuiu a importância das mulheres artistas e dos seus contributos.