Publicação
Desigualdade socioeconómica na mortalidade infantil no Estado da Bahia/Brasil
| Resumo: | RESUMO - A Mortalidade Infantil (MI) é um problema que afeta o desenvolvimento social e económico dos países, neste contexto o baixo estatuto socioeconómico está associado a maior probabilidade de morte neste grupo etário. No Brasil, a MI ainda é uma prioridade de Saúde Pública. Existem diferenças regionais na distribuição desse indicador no país e a Bahia está entre os Estados que apresentam os maiores índices; os factores socioeconómicos nesse cenário necessitam de investigação quanto aos seus impactos na composição destas taxas. Este estudo pretende avaliar a associação entre Mortalidade infantil e na infância com os fatores socioeconómicos, Educação, Rendimento e Saneamento Básico na Bahia nos anos censitários de 2000 e 2010. Trata-se de um estudo epidemiológico analítico ecológico, que utilizou as bases de dados dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade – SIM e de Nados-vivos – SINASC e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE dos anos de 2000 e 2010. Englobou 415 municípios da Bahia. As análises estatísticas foram feitas através do teste de Correlação de Spearman e da Regressão Linear Multivariada. Para o ano 2000, o conjunto dos fatores socioeconómicos contribuíram com 4,4% e 4,3% da variabilidade das taxas de mortalidade infantil e na infância na Bahia. A taxa de analfabetismo foi a que apresentou maior relevância, onde a diminuição de um ponto percentual neste fator reduziu a taxa de mortalidade infantil em 0,784 por 1.000 nados-vivos. Em 2010, não foram encontradas evidências estatisticamente significativas entre as variáveis socioeconómicas deste estudo e as taxas de mortalidade infantil e na infância. Os resultados indicam que o investimento na melhoria da educação e redução da taxa de analfabetismo de mulheres em idade fértil contribuíram para a redução da mortalidade nestes grupos etários; e que o conjunto de outros fatores económicos, sociais e políticos impulsionaram a queda deste indicador no país. |
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| Autores principais: | Péres, Geandry Márcia Barbosa de Souza |
| Assunto: | Mortalidade Infantil Mortalidade na Infância Desigualdade em Saúde Fatores Socioeconómicos Infant mortality Mortality in Childhood Health inequality Socioeconomic factors |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - A Mortalidade Infantil (MI) é um problema que afeta o desenvolvimento social e económico dos países, neste contexto o baixo estatuto socioeconómico está associado a maior probabilidade de morte neste grupo etário. No Brasil, a MI ainda é uma prioridade de Saúde Pública. Existem diferenças regionais na distribuição desse indicador no país e a Bahia está entre os Estados que apresentam os maiores índices; os factores socioeconómicos nesse cenário necessitam de investigação quanto aos seus impactos na composição destas taxas. Este estudo pretende avaliar a associação entre Mortalidade infantil e na infância com os fatores socioeconómicos, Educação, Rendimento e Saneamento Básico na Bahia nos anos censitários de 2000 e 2010. Trata-se de um estudo epidemiológico analítico ecológico, que utilizou as bases de dados dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade – SIM e de Nados-vivos – SINASC e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE dos anos de 2000 e 2010. Englobou 415 municípios da Bahia. As análises estatísticas foram feitas através do teste de Correlação de Spearman e da Regressão Linear Multivariada. Para o ano 2000, o conjunto dos fatores socioeconómicos contribuíram com 4,4% e 4,3% da variabilidade das taxas de mortalidade infantil e na infância na Bahia. A taxa de analfabetismo foi a que apresentou maior relevância, onde a diminuição de um ponto percentual neste fator reduziu a taxa de mortalidade infantil em 0,784 por 1.000 nados-vivos. Em 2010, não foram encontradas evidências estatisticamente significativas entre as variáveis socioeconómicas deste estudo e as taxas de mortalidade infantil e na infância. Os resultados indicam que o investimento na melhoria da educação e redução da taxa de analfabetismo de mulheres em idade fértil contribuíram para a redução da mortalidade nestes grupos etários; e que o conjunto de outros fatores económicos, sociais e políticos impulsionaram a queda deste indicador no país. |
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