Publicação
Redução da Intensidade Carbónica da Refinaria de Sines
| Resumo: | O aumento de CO2 na atmosfera é responsável pelo aquecimento global que apresenta como consequências as mudanças climáticas indesejáveis e a destruição ambiental. A crescente preocupação no que diz respeito às emissões na atmosfera e às consequências associadas fez com que se estabelecessem metas ambientais, como o Acordo de Paris e o Pacto Ecológico Europeu. Para se poderem alcançar as metas estabelecidas, todos os setores têm de contribuir, inclusive a indústria. O presente trabalho tem como objetivo identificar e aplicar tecnologias de descarbonização na refinaria de Sines, com o intuito de reduzir a sua intensidade carbónica. Inicialmente estudaram-se as diversas trajetórias possíveis para a descarbonização da refinaria, após essa análise selecionaram-se duas tecnologias: a captura e armazenamento de CO2 (CCS), utilizando absorção química com aminas e a recuperação de calor residual, recorrendo ao ciclo orgânico de Rankine Regenerativo (RORC). Desenvolveram-se casos de estudo tendo em conta as tecnologias selecionadas, recorreu-se aos softwares aspen HYSYS, aspen PLUS e EES, para posteriormente se compreender melhor a forma como estes processos se iriam comportar quando aplicados à refinaria. Também se efetuou uma análise económica ao dois projetos de modo a não só se avaliar a viabilidade processual como também económico-financeiro. O RORC permitiria a produção de 9 740 MW/ano e uma redução indireta de emissões de CO2 no valor de 1 947 ton anuais. Esta tecnologia apresentou um valor de investimento de 2,7 M€ e um custo de operação de 0,1 M€/ano. Os resultados obtidos com o CCS permitiram estimar um potencial de redução de emissões anuais de 338 Kton de CO2. Esta tecnologia apresentou um valor de investimento de 68,8 M€ e um custo de operação de 11,5 M€/ano. O RORC torna-se viável a partir de um custo de eletricidade de 42 €/MW enquanto o CCS a partir de um custo de CO2 de e 57€/ton. É possível concluir que estamos perante dois projetos economicamente viáveis e que podem ter um papel importante na descarbonização da refinaria. |
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| Autores principais: | Borregana, Ana Bela Pinheiro |
| Assunto: | Emissões de CO2 Descarbonização Refinaria Captura de CO2 Recuperação de calor |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O aumento de CO2 na atmosfera é responsável pelo aquecimento global que apresenta como consequências as mudanças climáticas indesejáveis e a destruição ambiental. A crescente preocupação no que diz respeito às emissões na atmosfera e às consequências associadas fez com que se estabelecessem metas ambientais, como o Acordo de Paris e o Pacto Ecológico Europeu. Para se poderem alcançar as metas estabelecidas, todos os setores têm de contribuir, inclusive a indústria. O presente trabalho tem como objetivo identificar e aplicar tecnologias de descarbonização na refinaria de Sines, com o intuito de reduzir a sua intensidade carbónica. Inicialmente estudaram-se as diversas trajetórias possíveis para a descarbonização da refinaria, após essa análise selecionaram-se duas tecnologias: a captura e armazenamento de CO2 (CCS), utilizando absorção química com aminas e a recuperação de calor residual, recorrendo ao ciclo orgânico de Rankine Regenerativo (RORC). Desenvolveram-se casos de estudo tendo em conta as tecnologias selecionadas, recorreu-se aos softwares aspen HYSYS, aspen PLUS e EES, para posteriormente se compreender melhor a forma como estes processos se iriam comportar quando aplicados à refinaria. Também se efetuou uma análise económica ao dois projetos de modo a não só se avaliar a viabilidade processual como também económico-financeiro. O RORC permitiria a produção de 9 740 MW/ano e uma redução indireta de emissões de CO2 no valor de 1 947 ton anuais. Esta tecnologia apresentou um valor de investimento de 2,7 M€ e um custo de operação de 0,1 M€/ano. Os resultados obtidos com o CCS permitiram estimar um potencial de redução de emissões anuais de 338 Kton de CO2. Esta tecnologia apresentou um valor de investimento de 68,8 M€ e um custo de operação de 11,5 M€/ano. O RORC torna-se viável a partir de um custo de eletricidade de 42 €/MW enquanto o CCS a partir de um custo de CO2 de e 57€/ton. É possível concluir que estamos perante dois projetos economicamente viáveis e que podem ter um papel importante na descarbonização da refinaria. |
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