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Regeneração Natural Da Azinheira No Concelho De Estremoz

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Summary:A regeneração natural da azinheira (Quercus rotundifolia) no concelho de Estremoz é um tema bastante relevante devido aos desafios que este processo enfrenta. As consequências das alterações climáticas indicam que se dificulte o processo de regeneração natural dos povoa- mentos desta espécie de grande importância a nível nacional. Em muitos terrenos onde a prática agrícola e pastoreio intensivo foram abandonados, tem sido registada uma regeneração natural de azinheira. O objetivo desta dissertação é ana- lisar a evolução espácio-temporal da regeneração natural da azinheira no concelho de Estre- moz, analisando a evolução da ocupação do solo. A regeneração natural da azinheira é crucial para os montados, por ter funções de conservação do solo, regulação hídrica e proteção da biodiversidade. Nesta dissertação selecionou-se o caso de estudo do concelho de Estremoz, no Alentejo. Foram realizadas medições de 15 parcelas, sendo que algumas destas se encontravam fora do concelho de Estremoz, onde foram medidos o diâmetro à altura do peito e altura de fuste das árvores nelas presentes. De forma a realizar uma correlação entre a biomassa obtida através do trabalho de campo e o Normalized difference vegetation index (NDVI) foram utilizados valores de parcelas que se encontravam fora do concelho de Estremoz. Foi analisada a evolução das Cartas da Ocupação e Uso do Solo (COS) de 1995, 2007 e 2018, de forma a perceber as altera- ções de usos do solo e também estudar as transições que ocorreram relativamente às áreas ocupadas por azinheiras. Foram realizados modelos de regressão entre os valores de biomassa e o valor médio de NDVI de três meses diferentes, agosto de 2015, agosto de 2023 e fevereiro de 2024. O estudo demonstrou um declínio das áreas de pastagem e agricultura, com aumento das vinhas e florestas de sobreiro no Alentejo. A área ocupada por azinheiras diminuiu leve- mente, sendo que algumas possíveis causas foram práticas agrícolas intensivas e alterações climáticas. O NDVI indicou que comparando agosto de 2023 com agosto de 2015 houve uma melhoria na densidade da vegetação.
Main Authors:Pires, Inês Alexandra Ferreira
Subject:Azinheira Regeneração Natural Montados Biomassa
Year:2024
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade Nova de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Institucional da UNL
Description
Summary:A regeneração natural da azinheira (Quercus rotundifolia) no concelho de Estremoz é um tema bastante relevante devido aos desafios que este processo enfrenta. As consequências das alterações climáticas indicam que se dificulte o processo de regeneração natural dos povoa- mentos desta espécie de grande importância a nível nacional. Em muitos terrenos onde a prática agrícola e pastoreio intensivo foram abandonados, tem sido registada uma regeneração natural de azinheira. O objetivo desta dissertação é ana- lisar a evolução espácio-temporal da regeneração natural da azinheira no concelho de Estre- moz, analisando a evolução da ocupação do solo. A regeneração natural da azinheira é crucial para os montados, por ter funções de conservação do solo, regulação hídrica e proteção da biodiversidade. Nesta dissertação selecionou-se o caso de estudo do concelho de Estremoz, no Alentejo. Foram realizadas medições de 15 parcelas, sendo que algumas destas se encontravam fora do concelho de Estremoz, onde foram medidos o diâmetro à altura do peito e altura de fuste das árvores nelas presentes. De forma a realizar uma correlação entre a biomassa obtida através do trabalho de campo e o Normalized difference vegetation index (NDVI) foram utilizados valores de parcelas que se encontravam fora do concelho de Estremoz. Foi analisada a evolução das Cartas da Ocupação e Uso do Solo (COS) de 1995, 2007 e 2018, de forma a perceber as altera- ções de usos do solo e também estudar as transições que ocorreram relativamente às áreas ocupadas por azinheiras. Foram realizados modelos de regressão entre os valores de biomassa e o valor médio de NDVI de três meses diferentes, agosto de 2015, agosto de 2023 e fevereiro de 2024. O estudo demonstrou um declínio das áreas de pastagem e agricultura, com aumento das vinhas e florestas de sobreiro no Alentejo. A área ocupada por azinheiras diminuiu leve- mente, sendo que algumas possíveis causas foram práticas agrícolas intensivas e alterações climáticas. O NDVI indicou que comparando agosto de 2023 com agosto de 2015 houve uma melhoria na densidade da vegetação.