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A Prática do Piano a Quatro Mãos no Brasil de 1808 a 1889

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Parte-se da premissa, nesta investigação, de que a prática do piano a quatro mãos, perdida em acervos particulares e bibliotecas públicas, esteve inserida na história da música brasileira desde a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil. Através da apresentação de composições localizadas, a pesquisa desenvolvida possibilitou o emergir deste material demonstrando sobejamente a realidade da prática do piano a quatro mãos no Brasil joanino e imperial. A partir de fontes primárias e secundárias foi possível comprovar a existência de 52 obras escritas e ou transcritas para piano a quatro mãos por 18 compositores brasileiros e estrangeiros que viveram no Rio de Janeiro de 1808 até a proclamação da República em 1889. Constata-se que membros da corte, como a Princesa Leopoldina, o compositor austríaco Neukomm, os mestres da Capela Real Padre José Maurício Nunes Garcia e Marcos Portugal, Dom Pedro I, Dom Pedro II, Princesa Isabel e o Visconde de Taunay comprovadamente praticavam o piano a quatro mãos. Ao adentrar pelo segundo império, prova-se a prática do piano a quatro mãos pela elite carioca em saraus, sociedades de concertos, em concertos privados e no Imperial Conservatório de Música. Confirma-se que a venda de partituras e a atuação dos editores de música significaram outro aspecto relevante na propagação do repertório para piano a quatro mãos vindo da Europa, influenciando profundamente o gosto, a forma de compor e a tipologia das obras para piano a quatro mãos no Rio de Janeiro entre 1808 e 1889. A pesquisa avaliza ainda o valor da música brasileira composta no Brasil até o final do Império, pretendendo colaborar com os estudos recentes que descortinam a forte presença da música e a qualidade da produção de músicos brasileiros e estrangeiros no Rio de Janeiro antes da eclosão do chamado período nacionalista.
Autores principais:Carneiro, Gyovana de Castro
Assunto:Piano a quatro mãos Rio de Janeiro Brasil Império Four hands piano Imperial Brazil
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Parte-se da premissa, nesta investigação, de que a prática do piano a quatro mãos, perdida em acervos particulares e bibliotecas públicas, esteve inserida na história da música brasileira desde a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil. Através da apresentação de composições localizadas, a pesquisa desenvolvida possibilitou o emergir deste material demonstrando sobejamente a realidade da prática do piano a quatro mãos no Brasil joanino e imperial. A partir de fontes primárias e secundárias foi possível comprovar a existência de 52 obras escritas e ou transcritas para piano a quatro mãos por 18 compositores brasileiros e estrangeiros que viveram no Rio de Janeiro de 1808 até a proclamação da República em 1889. Constata-se que membros da corte, como a Princesa Leopoldina, o compositor austríaco Neukomm, os mestres da Capela Real Padre José Maurício Nunes Garcia e Marcos Portugal, Dom Pedro I, Dom Pedro II, Princesa Isabel e o Visconde de Taunay comprovadamente praticavam o piano a quatro mãos. Ao adentrar pelo segundo império, prova-se a prática do piano a quatro mãos pela elite carioca em saraus, sociedades de concertos, em concertos privados e no Imperial Conservatório de Música. Confirma-se que a venda de partituras e a atuação dos editores de música significaram outro aspecto relevante na propagação do repertório para piano a quatro mãos vindo da Europa, influenciando profundamente o gosto, a forma de compor e a tipologia das obras para piano a quatro mãos no Rio de Janeiro entre 1808 e 1889. A pesquisa avaliza ainda o valor da música brasileira composta no Brasil até o final do Império, pretendendo colaborar com os estudos recentes que descortinam a forte presença da música e a qualidade da produção de músicos brasileiros e estrangeiros no Rio de Janeiro antes da eclosão do chamado período nacionalista.