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Deus-Dará e As Doenças do Brasil ou quando o desconforto na memória coletiva não pode ser bestseller
| Resumo: | O presente artigo analisa a receção a Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho, e a As doenças do Brasil, de Valter Hugo Mãe, à luz do conceito “sujeito implicado” (Rothberg 2019). Ao expor os laços genealógicos que unem Portugal e o Brasil no tempo longo da história colonial portuguesa, Deus-dará constrói um olhar implicado sobre as narrativas de memória coletiva. Argumenta-se que, ao contrário da receção académica, a receção não-académica portuguesa reverbera o desconforto coletivo perante a necessidade de nos reconhecermos enquanto sujeitos implicados na história e o estado de negação generalizado em Portugal perante rasuras seletivas nas narrativas de memória (Kilomba 2019). Pelo contrário, a análise da receção não-académica a As doenças do Brasil reflete o acolhimento a uma narrativa que nem compromete o silêncio coletivo face aquelas rasuras seletivas nem o facto de as narrativas de memória colonial estarem assentes em percursos honrados de heróis masculinos. |
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| Autores principais: | Rendeiro, Margarida |
| Assunto: | Alexandra Lucas Coelho Legado da herança colonial do Brasil Sujeito implicado Silenciamento Receção disciplinadora |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O presente artigo analisa a receção a Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho, e a As doenças do Brasil, de Valter Hugo Mãe, à luz do conceito “sujeito implicado” (Rothberg 2019). Ao expor os laços genealógicos que unem Portugal e o Brasil no tempo longo da história colonial portuguesa, Deus-dará constrói um olhar implicado sobre as narrativas de memória coletiva. Argumenta-se que, ao contrário da receção académica, a receção não-académica portuguesa reverbera o desconforto coletivo perante a necessidade de nos reconhecermos enquanto sujeitos implicados na história e o estado de negação generalizado em Portugal perante rasuras seletivas nas narrativas de memória (Kilomba 2019). Pelo contrário, a análise da receção não-académica a As doenças do Brasil reflete o acolhimento a uma narrativa que nem compromete o silêncio coletivo face aquelas rasuras seletivas nem o facto de as narrativas de memória colonial estarem assentes em percursos honrados de heróis masculinos. |
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