Publicação
Prevalência dos erros refrativos na área de Lisboa numa população infantil: um estudo piloto
| Resumo: | RESUMO - Prevalência dos erros refrativos na área de Lisboa numa população infantil: Um Estudo Piloto. Objetivo: Determinar a prevalência dos erros refrativos numa população dos 6 aos 12 anos em Lisboa. Analisar a exposição a fatores de risco e avaliar a sua correlação com a prevalência dos erros refrativos. Analisar os fatores de prevenção de erros refrativos e verificar se existe correlação com os erros refrativos. Métodos: Trata-se de um estudo observacional prospetivo transversal e multicêntrico, a recolha de dados foi feita em 5 escolas da área de Lisboa de outubro a dezembro de 2021, realizada pelo núcleo de investigação Optovisão do Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa (ISEC Lisboa). Participaram neste estudo 252 crianças, de idades compreendidas entre s 6 e os 12 anos. Resultados: A idade média dos participantes foi de 8,0±1.5 anos e a mediana foi de 8 anos. A prevalência da miopia foi de 9,5% (n=22), a de emetropia 34,1% (n=86) e a de hipermetropia 56,3% (n=144). Entre os 6 e os 11 anos, a taxa de hipermetropia diminuiu e a miopia aumentou 12,5%. De todos os participantes com miopia, 81% (n=17) tinham baixa miopia e 19% miopia moderada. Em relação à idade, existe una clara tendência à miopização com o passar dos anos. Dentro do intervalo de tempo em visão próxima 36,9% dos participantes passavam menos de 25% do tempo em dispositivos digitais, 45,4% entre 25%-50% e 17,6% passavam mais de 50% do tempo. Não se encontrou uma associação entre o tempo de uso dos dispositivos digitais com a idade, género e estado refrativo. Conclusões: Podemos concluir com este estudo que houve um aumento da miopia com a idade e que o erro refrativo com maior prevalência foi a miopia. Dentro deste grupo, a miopia baixa é a mais comum. Não se verificaram aumentos nas atividades em visão próxima associados à idade ou género nem se encontrou uma associação entre o género e o tempo passado em dispositivos digitais e o erro refrativo apresentado. Foi possível verificar o fator hereditário da miopia uma vez que se encontrou uma relação entre a sua presença em um ou ambos os progenitores. Não se verificou uma associação entre o tempo de exposição à luz ultravioleta e a idade. |
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| Autores principais: | Roque, Ana Sofia Castro Nascimento da Costa |
| Assunto: | ametropias erros refrativos prevalência de erros refrativos miopia astigmatismo hipermetropia refractive errors prevalence of refractive errors myopia astigmatism hypermetropia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Prevalência dos erros refrativos na área de Lisboa numa população infantil: Um Estudo Piloto. Objetivo: Determinar a prevalência dos erros refrativos numa população dos 6 aos 12 anos em Lisboa. Analisar a exposição a fatores de risco e avaliar a sua correlação com a prevalência dos erros refrativos. Analisar os fatores de prevenção de erros refrativos e verificar se existe correlação com os erros refrativos. Métodos: Trata-se de um estudo observacional prospetivo transversal e multicêntrico, a recolha de dados foi feita em 5 escolas da área de Lisboa de outubro a dezembro de 2021, realizada pelo núcleo de investigação Optovisão do Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa (ISEC Lisboa). Participaram neste estudo 252 crianças, de idades compreendidas entre s 6 e os 12 anos. Resultados: A idade média dos participantes foi de 8,0±1.5 anos e a mediana foi de 8 anos. A prevalência da miopia foi de 9,5% (n=22), a de emetropia 34,1% (n=86) e a de hipermetropia 56,3% (n=144). Entre os 6 e os 11 anos, a taxa de hipermetropia diminuiu e a miopia aumentou 12,5%. De todos os participantes com miopia, 81% (n=17) tinham baixa miopia e 19% miopia moderada. Em relação à idade, existe una clara tendência à miopização com o passar dos anos. Dentro do intervalo de tempo em visão próxima 36,9% dos participantes passavam menos de 25% do tempo em dispositivos digitais, 45,4% entre 25%-50% e 17,6% passavam mais de 50% do tempo. Não se encontrou uma associação entre o tempo de uso dos dispositivos digitais com a idade, género e estado refrativo. Conclusões: Podemos concluir com este estudo que houve um aumento da miopia com a idade e que o erro refrativo com maior prevalência foi a miopia. Dentro deste grupo, a miopia baixa é a mais comum. Não se verificaram aumentos nas atividades em visão próxima associados à idade ou género nem se encontrou uma associação entre o género e o tempo passado em dispositivos digitais e o erro refrativo apresentado. Foi possível verificar o fator hereditário da miopia uma vez que se encontrou uma relação entre a sua presença em um ou ambos os progenitores. Não se verificou uma associação entre o tempo de exposição à luz ultravioleta e a idade. |
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