Publicação
Suplementação vitamínica e mineral no primeiro quadrimestre de vida
| Resumo: | RESUMO - Sabendo-se que o lactente normal e saudável necessita apenas de suplementos de flúor em gotas e, eventualmente, de vitamina D quando alimentado exclusivamente ao peito, pretendia-se saber até que ponto estes dados cientificamente reconhecidos são aceites por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros) e mães e traduzidos no primeiro quadrimestre de vida do lactente da região do Baixo Mondego. Foi delineada uma investigação descritiva, com um desenho longitudinal, com duas vertentes: uma que consta de um inquérito de opinião a médicos, enfermeiros e mães de lactentes com menos de um mês de vida sobre a suplementação vitamínica e mineral e outra de um formulário a aplicar a estas mães na primeira consulta do lactente no centro de saúde (diagnóstico precoce) e aquando da vacinação dos 2 e 4 meses, visando a caracterização da realidade prática da suplementação. O estudo decorreu em 12 centros de saúde e dos resultados regista-se que a suplementação dos lactentes reflecte as opiniões dos inquiridos, sendo poucos os que reconhecem as recomendações vigentes no país, excepto para a suplementação com ferro. As crenças das mães sobre os benefícios da suplementação espelham a imagem de um bebé ideal (bem nutrido, rosado, grande, com dentes fortes, inteligente e saudável). Provavelmente por isso, cerca de um quinto das mães dão doses de vitaminas acima do recomendado. A classe médica mostrou-se preponderante na iniciativa da suplementação. Tanto os clínicos gerais como os pediatras suplementam de igual modo, embora os últimos sejam mais resistentes à suplementação da vitamina C. Os gastos calculados para a suplementação, eventualmente desnecessária, seriam mais do que suficientes para a suplementação de todos os lactentes, segundo as recomendações vigentes no País. |
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| Autores principais: | Batalha, Luís Manuel Cunha |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Sabendo-se que o lactente normal e saudável necessita apenas de suplementos de flúor em gotas e, eventualmente, de vitamina D quando alimentado exclusivamente ao peito, pretendia-se saber até que ponto estes dados cientificamente reconhecidos são aceites por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros) e mães e traduzidos no primeiro quadrimestre de vida do lactente da região do Baixo Mondego. Foi delineada uma investigação descritiva, com um desenho longitudinal, com duas vertentes: uma que consta de um inquérito de opinião a médicos, enfermeiros e mães de lactentes com menos de um mês de vida sobre a suplementação vitamínica e mineral e outra de um formulário a aplicar a estas mães na primeira consulta do lactente no centro de saúde (diagnóstico precoce) e aquando da vacinação dos 2 e 4 meses, visando a caracterização da realidade prática da suplementação. O estudo decorreu em 12 centros de saúde e dos resultados regista-se que a suplementação dos lactentes reflecte as opiniões dos inquiridos, sendo poucos os que reconhecem as recomendações vigentes no país, excepto para a suplementação com ferro. As crenças das mães sobre os benefícios da suplementação espelham a imagem de um bebé ideal (bem nutrido, rosado, grande, com dentes fortes, inteligente e saudável). Provavelmente por isso, cerca de um quinto das mães dão doses de vitaminas acima do recomendado. A classe médica mostrou-se preponderante na iniciativa da suplementação. Tanto os clínicos gerais como os pediatras suplementam de igual modo, embora os últimos sejam mais resistentes à suplementação da vitamina C. Os gastos calculados para a suplementação, eventualmente desnecessária, seriam mais do que suficientes para a suplementação de todos os lactentes, segundo as recomendações vigentes no País. |
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