Publicação
Dos Olhares dos Outros à Empatia Histórica: Compreensão Contextualizada de Alunos do 9º e 12º ano
| Resumo: | O presente estudo foi efetuado durante a Prática de Ensino Supervisionada na Escola Secundária D. Dinis, em Chelas (Lisboa), no ano letivo de 2021/2022. Desde a década de 70, depois do projeto CHATA coordenado por Peter Lee, multiplicaram-se os estudos sobre os conceitos de segunda ordem, nomeadamente a empatia, com vista a desenvolver o pensamento histórico. Tim Huijgen e diversos colaboradores, nos últimos anos, têm trabalhado com alunos do Ensino Básico e Secundário com o objetivo de desenvolver a capacidade de HPT – Tomada de Perspetiva Histórica – que engloba a empatia histórica e compreensão contextualizada. O presente trabalho pretendeu ser um contributo para a investigação do tema e, portanto, almejou desenvolver o pensamento histórico dos alunos através do desenvolvimento da empatia histórica e, se possível, alcançar uma compreensão contextualizada. Procurou-se perceber qual a capacidade de empatia histórica e compreensão contextualizada dos alunos do 9º ano e do 12º ano. Pretendemos, igualmente, verificar se a idade e o nível de escolaridade foram fatores determinantes. Almejou-se, ainda, verificar se houve uma progressão por parte dos discentes, após diversos exercícios. O estudo foi dividido em duas fases de trabalho. A primeira parte foi uma etapa exploratória, na qual aprimorámos a metodologia. A segunda correspondeu ao estudo principal, no qual os alunos visualizaram dois documentários - “Uma Vida Alemã” e “Quem Escreverá a Nossa História?” - que apresentam duas vivências distintas, alemã e judia, durante o domínio nazi. Após a análise de resultados, percebemos que tanto os alunos do ensino básico como do secundário tiveram a capacidade de empatia histórica, portanto, a idade não foi um fator limitador. Todavia, o nível de escolaridade pareceu influenciar, especialmente, a compreensão contextualizada. Entrevistas, cartas ou diários, assumiram-se como fontes primárias bastante profícuas. A análise das respostas dos alunos corroborou, ainda, que, depois de vários exercícios, os alunos tendem a melhorar a capacidade de empatia histórica e a compreensão contextualizada. |
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| Autores principais: | Fernandes, Ana Isabel da Silva |
| Assunto: | Empatia em História Contexto histórico Compreensão histórica Ensino e aprendizagem de História Empathy in History Historical context Historical comprehension History teaching and learning |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O presente estudo foi efetuado durante a Prática de Ensino Supervisionada na Escola Secundária D. Dinis, em Chelas (Lisboa), no ano letivo de 2021/2022. Desde a década de 70, depois do projeto CHATA coordenado por Peter Lee, multiplicaram-se os estudos sobre os conceitos de segunda ordem, nomeadamente a empatia, com vista a desenvolver o pensamento histórico. Tim Huijgen e diversos colaboradores, nos últimos anos, têm trabalhado com alunos do Ensino Básico e Secundário com o objetivo de desenvolver a capacidade de HPT – Tomada de Perspetiva Histórica – que engloba a empatia histórica e compreensão contextualizada. O presente trabalho pretendeu ser um contributo para a investigação do tema e, portanto, almejou desenvolver o pensamento histórico dos alunos através do desenvolvimento da empatia histórica e, se possível, alcançar uma compreensão contextualizada. Procurou-se perceber qual a capacidade de empatia histórica e compreensão contextualizada dos alunos do 9º ano e do 12º ano. Pretendemos, igualmente, verificar se a idade e o nível de escolaridade foram fatores determinantes. Almejou-se, ainda, verificar se houve uma progressão por parte dos discentes, após diversos exercícios. O estudo foi dividido em duas fases de trabalho. A primeira parte foi uma etapa exploratória, na qual aprimorámos a metodologia. A segunda correspondeu ao estudo principal, no qual os alunos visualizaram dois documentários - “Uma Vida Alemã” e “Quem Escreverá a Nossa História?” - que apresentam duas vivências distintas, alemã e judia, durante o domínio nazi. Após a análise de resultados, percebemos que tanto os alunos do ensino básico como do secundário tiveram a capacidade de empatia histórica, portanto, a idade não foi um fator limitador. Todavia, o nível de escolaridade pareceu influenciar, especialmente, a compreensão contextualizada. Entrevistas, cartas ou diários, assumiram-se como fontes primárias bastante profícuas. A análise das respostas dos alunos corroborou, ainda, que, depois de vários exercícios, os alunos tendem a melhorar a capacidade de empatia histórica e a compreensão contextualizada. |
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