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Respostas à crise migratória europeia (2015-2016): Alemanha, Hungria e a antropomorfização da (in)segurança

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Resumo:A presente dissertação investiga as respostas da Alemanha e da Hungria à crise migratória europeia de 2015-2016, enfocada na forma como a agência estadual de ambas pode constituir expressão antropomorfizada de (in)segurança. Assente na escola construtivista das Relações Internacionais, esta investigação explora o conceito de "state personhood", examinando a forma como os Estados exibem traços associados a indivíduos, no exercício da sua agência. A hipótese central propõe que, as respostas nacionais da Alemanha e da Hungria, manifestam traços antropomórficos, condicionados por processos de securitização e identidade nacional. Ainda, o estudo integra a lente dos Estudos Europeus, para analisar a forma como as identidades nacionais e comunitárias da UE influenciam a abordagem de cada estado para atingir segurança, particularmente durante a crise migratória. Para a Metodologia, o estudo utiliza a análise comparativa do discurso para rastrear variações nas estratégias de securitização da Alemanha e da Hungria, a partir das políticas implementadas e retórica, de figuras e instituições políticas proeminentes. A análise destaca o alinhamento da Alemanha com os princípios de solidariedade da UE, em contraste com a ênfase da Hungria na proteção nacional, onde ambas abordagens afetam a coesão e a identidade da UE. Os resultados sugerem que, sob o contexto do tratamento da crise migratória europeia, as políticas da Alemanha enfatizaram valores europeus comuns, onde a mesma desempenhou o papel antropomorfizado de estado "solidário" no quadro da UE, enquanto a retórica e as políticas da Hungria revelaram uma identidade "protetora", pela asserção da soberania nacional. Tais distinções sublinham o papel da identidade nacional e das políticas securitárias na moldagem das expressões antropomórficas estaduais, as quais, refletem tensões regionais gerais e influenciam as dinâmicas das políticas da UE. A investigação contribui para o quadro teórico à volta de “state personhood”, presente no argumento construtivista, assim como para a especialização dos Assuntos Europeus, por adicionar conhecimentos sobre a inter-relação das identidades nacionais e supranacionais, em tempos de crise comunitária
Autores principais:Rodrigues, Mónica Enriquez
Assunto:Crise Migratória Europeia Securitização Antropomorfização do Estado Identidade Nacional Integração Europeia Alemanha Hungria União Europeia European Migration Crisis Securitization State Anthropomorphization National Identity European Integration Germany Hungary European Union
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente dissertação investiga as respostas da Alemanha e da Hungria à crise migratória europeia de 2015-2016, enfocada na forma como a agência estadual de ambas pode constituir expressão antropomorfizada de (in)segurança. Assente na escola construtivista das Relações Internacionais, esta investigação explora o conceito de "state personhood", examinando a forma como os Estados exibem traços associados a indivíduos, no exercício da sua agência. A hipótese central propõe que, as respostas nacionais da Alemanha e da Hungria, manifestam traços antropomórficos, condicionados por processos de securitização e identidade nacional. Ainda, o estudo integra a lente dos Estudos Europeus, para analisar a forma como as identidades nacionais e comunitárias da UE influenciam a abordagem de cada estado para atingir segurança, particularmente durante a crise migratória. Para a Metodologia, o estudo utiliza a análise comparativa do discurso para rastrear variações nas estratégias de securitização da Alemanha e da Hungria, a partir das políticas implementadas e retórica, de figuras e instituições políticas proeminentes. A análise destaca o alinhamento da Alemanha com os princípios de solidariedade da UE, em contraste com a ênfase da Hungria na proteção nacional, onde ambas abordagens afetam a coesão e a identidade da UE. Os resultados sugerem que, sob o contexto do tratamento da crise migratória europeia, as políticas da Alemanha enfatizaram valores europeus comuns, onde a mesma desempenhou o papel antropomorfizado de estado "solidário" no quadro da UE, enquanto a retórica e as políticas da Hungria revelaram uma identidade "protetora", pela asserção da soberania nacional. Tais distinções sublinham o papel da identidade nacional e das políticas securitárias na moldagem das expressões antropomórficas estaduais, as quais, refletem tensões regionais gerais e influenciam as dinâmicas das políticas da UE. A investigação contribui para o quadro teórico à volta de “state personhood”, presente no argumento construtivista, assim como para a especialização dos Assuntos Europeus, por adicionar conhecimentos sobre a inter-relação das identidades nacionais e supranacionais, em tempos de crise comunitária