Publicação
Desenvolvimento de um mecanismo de biofeedback para controlo motor
| Resumo: | Neste mundo de tecnologia avançada há algo que sempre nos intrigou e até hoje carece de respostas concretas: o entendimento do processamento cerebral. Entre os muitos estudos sobre a mente e o cérebro, foi proposto que a comunicação no cérebro possa, de alguma maneira, estar relacionada com fenómenos de sincronia encontrados entre sinais provenientes de diferentes áreas do cérebro e entre estas e os músculos. O presente trabalho vem como uma continuação de três teses que se focaram principalmente em medir sinais fisiológicos (EEG e EMG), desenvolvendo algoritmos que podiam comparar ambos os sinais e analisar a sincronia entre eles. Estes sinais foram medidos enquanto o sujeito contraía os dedos indicador e polegar, num movimento de pinça. Para controlar o processo e dar um grau de resistência ao movimento, dois aparelhos foram utilizados: uma mola de roupa normal e uma mola especial com um medidor de pressão. Uma das teses mencionadas acima sugeriu que a sincronia era mais prevalente durante os estágios de controlo do movimento, ou seja, os momentos correspondentes a mudanças entre contracção e relaxação e vice-versa. Descobriu-se que os actuadores (molas) tinha demasiada histerese, isto é, quando pressionados, o movimento não era tão fluido como deveria ser e o actuador reagia de forma diferenciada durante os períodos de contracção e de relaxação. De maneira a resolver os problemas descritos acima, assim como aumentar os momentos de controlo motor nos testes executados, duas soluções foram pensadas. Um jogo parecido com “Flappy Bird” foi programado, onde o movimento do cursor é controlado pela força aplicada no actuador (sistema de biofeedback). Isto assegura que o sujeito controla a experiência e permite-o aplicar a força que quiser no actuador. Para resolver o problema da histerese, foi contruído um actuador feito com uma mola de escritório e extensómetros. Concluiu-se que o actuador construído apresenta imensas melhorias em relação aos anteriores, permitindo ao utilizador um movimento muito mais fluido e um maior controlo da força aplicada neste. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Marcos Gabriel dos Santos |
| Assunto: | Biofeedback Histerese Controlo motor Sincronia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Neste mundo de tecnologia avançada há algo que sempre nos intrigou e até hoje carece de respostas concretas: o entendimento do processamento cerebral. Entre os muitos estudos sobre a mente e o cérebro, foi proposto que a comunicação no cérebro possa, de alguma maneira, estar relacionada com fenómenos de sincronia encontrados entre sinais provenientes de diferentes áreas do cérebro e entre estas e os músculos. O presente trabalho vem como uma continuação de três teses que se focaram principalmente em medir sinais fisiológicos (EEG e EMG), desenvolvendo algoritmos que podiam comparar ambos os sinais e analisar a sincronia entre eles. Estes sinais foram medidos enquanto o sujeito contraía os dedos indicador e polegar, num movimento de pinça. Para controlar o processo e dar um grau de resistência ao movimento, dois aparelhos foram utilizados: uma mola de roupa normal e uma mola especial com um medidor de pressão. Uma das teses mencionadas acima sugeriu que a sincronia era mais prevalente durante os estágios de controlo do movimento, ou seja, os momentos correspondentes a mudanças entre contracção e relaxação e vice-versa. Descobriu-se que os actuadores (molas) tinha demasiada histerese, isto é, quando pressionados, o movimento não era tão fluido como deveria ser e o actuador reagia de forma diferenciada durante os períodos de contracção e de relaxação. De maneira a resolver os problemas descritos acima, assim como aumentar os momentos de controlo motor nos testes executados, duas soluções foram pensadas. Um jogo parecido com “Flappy Bird” foi programado, onde o movimento do cursor é controlado pela força aplicada no actuador (sistema de biofeedback). Isto assegura que o sujeito controla a experiência e permite-o aplicar a força que quiser no actuador. Para resolver o problema da histerese, foi contruído um actuador feito com uma mola de escritório e extensómetros. Concluiu-se que o actuador construído apresenta imensas melhorias em relação aos anteriores, permitindo ao utilizador um movimento muito mais fluido e um maior controlo da força aplicada neste. |
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